Recuperar um cão perdido e apreendido pelo Canil Municipal agora vai custar dinheiro. A cobrança foi adotada porque muitas pessoas deixam os cães soltos nas ruas e eles são apreendidos várias vezes. Para compensar o trabalho, está sendo implantada a cobrança da taxa de R$ 6,86 (7,14 UFIR) para a retirada de cada animal.
‘‘A intenção da cobrança é fazer com que os donos tenham mais responsabilidade na guarda de seus animais e não exponham a população a riscos de mordida e doenças’’, diz a diretora do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Margarida Lenzi. Apenas este ano, a Secretaria da Saúde registrou 4.487 casos de mordeduras por cães e gatos.
Esses animais podem transmitir até 80 doenças - entre elas dermatites, verminoses e a raiva, que é fatal. Os de grande porte também provocam acidentes de trânsito. No primeiro semestre o canil retirou das ruas 14 cavalos. No primeiro semestre do ano foram retirados de vias públicas 2.280 animais - 2.238 cães, 33 cavalos, seis bovinos e três caprinos. Do total de cachorros apreendidos, 476 foram resgatados pelos proprietários e 278, doados.
O decreto municipal também determina a cobrança de 7,14 UFIR para cada dia de permanência do animal no canil.
Posse responsável - Para evitar a apreensão e o pagamento de taxas, o proprietário deve exercer a posse responsável. ‘‘É preciso manter o animal em casa em boas condições de alimentação e higiene, manter as vacinas em dia e visitar o veterinário pelo menos uma vez por ano’’, recomenda a chefe da Coordenação de Zoonoses e Vetores da Prefeitura, Maria Elisabete Ferraz.
O trabalho de apreensão de animais do canil segue as determinações da Lei Municipal 699/586. Conforme a lei, animais de pequeno porte (cães) aguardam no canil durante três dias pelo resgate. Para os animais de grande porte (equinos, bovinos e caprinos), o prazo é de 10 dias. Passado o período, os animais saudáveis são oferecidos para doação e os doentes são sacrificados.

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