Trapos de estopa, canecas e baldes. Até agora estas são as ferramentas usadas para limpar o vazamento de óleo diesel no Ribeirão Lindóia. Nos baldes, a água e o óleo são levados para tambores de 200 litros. Os homens que trabalham na limpeza enchem uma média de seis tambores por dia. O acesso torna o trabalho difícil e lento. É preciso subir com os baldes através da mata até o local onde ficam os tambores – cerca de 100 metros por um terreno íngreme.
A chuva que começou ontem de manhã piorou a situação e preocupa engenheiros e operadores do pool: ‘‘ Se continuar assim as águas vão subir e vamos perder muito trabalho porque daí fica muito mais difícil controlar e recuperar o óleo’’, disse um dos operadores, Laudemir Pereira. Com a chuva não há como impedir que a água e o óleo transbordem, impregnando toda a mata ciliar.
Ontem os 50 homens que estão trabalhando na área conseguiram estancar a maior parte do óleo numa barragem natural de terra, pedras e vegetação podre formada no leito do ribeirão. Apesar disso, é possível observar vários pontos do ribeirão onde o óleo continua minando diretamente da terra, sinal de que o vazamento não parou.
A Petróleo Ipiranga ainda não começou a perfurar os poços de contenção nas margens do ribeirão. Os equipamentos portáteis necessários para o trabalho estão vindo do Rio de Janeiro. Os poços devem conter o óleo e impedir que ele continue fluindo para as minas d’água que desaguam no ribeirão. Depois, o óleo deve ser drenado com uma bomba. O problema é conseguir levar esses equipamentos portáteis até o ribeirão sem destruir a mata ciliar.
O Secretário Municipal do Ambiente, João Mendonça, reconhece que o trabalho está sendo feito de modo precário. ‘‘Infelizmente, não temos equipamentos adequados mas esperamos que até o ano que vem Londrina conte com esses equipamentos.’’

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