Antônio Carlos MarcondesSem recursosPrefeitura precisaria de cerca de R$ 500 mil para reformar e reestruturar o localA Estância Hidroclimática de Santa Clara, em Candói (83 km a oeste de Guarapuava), que já foi um dos pontos turísticos mais procurados do Paraná, está abandonada. Em 1994 a estância foi cedida em regime de comodato à Prefeitura de Candói, que enfrenta dificuldades para reativá-la. São necessários cerca de R$ 500 mil para reformar e reestruturar o local. Atualmente, a estância está sendo usada para reuniões de funcionários públicos e, eventualmente, é alugada para recepções de festas.
O local, que já foi visitado por turistas de todo o Brasil e até de países vizinhos, atraídos pelas águas minerais indicadas para tratamentos médicos, hoje está quase abandonado. Os chalés estão se deteriorando, há infiltrações nos tetos, móveis destruídos, pintura gasta e paredes mofadas. O estado de abandono não combina com a beleza do lugar, com o ar puro e com o verde ao redor.
Até 1990, a estância era administrada pelo Candeias Club de Turismo. Após o término da concessão, o Estado usava as dependências para treinamento de professores, semelhante ao que é realizado hoje em Faxinal do Céu, no município de Pinhão (40 km ao sul de Guarapuava). Em 1994, a responsabilidade da manutenção e exploração passou a ser da prefeitura de Candói.
O prefeito Waltzer Donini (PPB) esteve em Curitiba para pedir providências ao chefe da Casa da Civil, Rafael Greca. Donini sugeriu a Greca que se a estância voltar a ser administrada pelo Estado poderá ser usada para a implantação da Universidade Aberta da Terceira Idade ou então pelo Centro de Estudos Avançados e Pesquisas da Bacia do Rio Iguaçu. Se o município assumir com total autonomia, a prefeitura poderá usar a estrutura para fins públicos e para o turismo.
Donini disse que Greca encaminhou o problema para a Secretaria Estadual de Esporte e Turismo. ‘‘Ele disse que a idéia é boa, mas que não há dinheiro’’. O prefeito argumenta que o custo das reformas é muito elevado para o município. ‘‘Aceitamos qualquer decisão do governo para não ver a estância do jeito que está. É um descaso com dinheiro público’’.
O diretor-presidente da Paraná Turismo, Wadis Benvenutti, disse que é o Estado que está aguardando uma decisão da prefeitura de Candói. ‘‘Desde que a prefeitura assumiu a estância não foi feito nada. Nós queremos uma decisão da prefeitura. Ou ela encontra condições de operacionalizá-la ou a devolve para o Estado’’, disse. Benvenutti acha viável a possibilidade de se estudar uma parceria entre o Estado e a prefeitura para reativar a estância. Segundo ele, se a prefeitura se achar impossibilitada de gerenciar o local, poderá ser feita uma licitação para que alguma empresa de turismo possa explorá-lo. O prefeito de Candói e a direção da Paraná Turismo se reúnem hoje em Curitiba para tentar solucionar o impasse.

mockup