Cândido promete afastar os envolvidos em crimes
Dimitri do Valle
De Curitiba
A saída do delegado Paulo Padilha da comarca de Capitão Leônidas Marques inspirou uma determinação da Secretaria de Segurança Pública que prevê o afastamento de policiais civis e militares envolvidos em crimes. Padilha foi nomeado há 10 dias para comandar a delegacia do município, mas responde a processo por tráfico de drogas. O prefeito Altair Zeniewciz protestou contra a nomeação e conseguiu que Padilha fosse substituído na quarta-feira.
A resolução baixada ontem pelo secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, atinge todos os policiais acusados de abuso de autoridade. Enquanto os processos que investigam o desvio de conduta dos servidores não estiverem concluídos, eles ficarão impedidos de exercer suas atividades profissionais. A medida prevê ainda o cancelamento das vantagens e promoções que os integrantes das duas polícias conquistaram. Na resolução do secretário, os comandantes da PM e da Polícia Civil deverão informar o cumprimento das ordens num prazo de 10 dias. A intenção de lançar a determinação já havia sido manifestada anteontem por Oliveira ao delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, que nomeou Padilha.
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), Ricardo Noronha, defendeu a resolução. O afastamento de servidores que estejam respondendo processo disciplinar é uma resposta que você dá a sociedade, afirmou. Ele acredita que a ordem de Oliveira vai servir para que as duas corporações sejam representadas por policiais honestos. A medida é salutar, pois é uma depuração que você faz dentro das polícias, comentou. O presidente da Adepol disse que o fato de corte de benefícios, como determina a resolução, não representa uma ilegalidade.
Medidas semelhantes as que foram anunciadas ontem pela Secretaria de Segurança já estavam previstas no próprio estatuto da Polícia Civil, lembrou Noronha. Com a resolução, ele (Oliveira) está procurando fazer com que sejam observados com bastante atenção os aspectos disciplinares mais graves no âmbito das polícias, analisou Noronha.





