Cândido nega existir conivência
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terça-feira, 04 de novembro de 1997
Dary Júnior Curitiba 
Desvio de conduta (corrupção, por exemplo), prática de violência e abuso de autoridade provocaram a demissão de aproximadamente 650 policiais civis e militares no atual governo. O número foi divulgado ontem, em Curitiba, pelo secretário da Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira. Segundo ele, o número de exonerações seria uma prova de que não é conivente com a impunidade policial.
Do total de policiais demitidos, 150 foram afastados da Polícia Civil - delegados, escrivães e investigadores. Os outros 500 eram soldados e suboficiais da Polícia Militar. Além de afastar os maus policiais, já reciclamos outros 4.500 em cursos de cidadania e direitos humanos, através de convênios com universidades, informou Oliveira. Também já determinamos novas normas de abordagem de suspeitos, acrescentou.
A divulgação das informações é uma reação de Oliveira à Caminhada pela Vida, promovida pelo Fórum Contra a Violência no último sábado, em Curitiba, com apoio do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos e da Anistia Internacional. O protesto reuniu cerca de 450 pessoas pela punição de policiais envolvidos na morte de sete pessoas em Curitiba. Os policiais foram afastados administrativamente ou detidos, como no caso do estudante Rafael Zanella, exemplificou o secretário, em resposta ao movimento. Na verdade, estão presos apenas três agentes e um informante. Os delegados responsáveis pela operação que resultou na morte do universitário continuam soltos por decisão da Justiça.
DesarmamentoCândido Martins de Oliveira lançou ontem, na Boca Maldita, a campanha para o desarmamento da população, que prevê a realização de debates que relacionam a violência com as armas. A partir daí, começa o trabalho repressivo. Quem estiver com o porte ilegal vai estar sujeito a prisão de um a dois anos, além da perda da arma, disse o secretário.


