Curitiba - O candidato que ficou em segundo lugar nas eleições para reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Francisco de Assis Marques, entrou ontem com pedido de impugnação da candidatura do reitor reeleito Carlos Augusto Moreira Júnior. Ele alega que a campanha de Moreira Júnior utilizou-se da estrutura da Universidade. A Comissão Eleitoral da UFPR acatou o pedido de Marques. Moreira Júnior entrou com recurso e também ganhou. Porém, Marques entrou com recurso novamente.
A irregularidade, segundo a denúncia de Marques, está no fato de o médico aposentado pela Universidade Gerson de Sá Tavares ter enviado cartas a colegas seus com papel timbrado do Hospital de Clínicas (HC) pedindo votos para Moreira Júnior, que também é médico. Depois do segundo recurso, a Comissão Eleitoral sugeriu que se abra uma sindicância para ver se de fato há irregularidades. A decisão se a investigação vai mesmo acontecer deve ser tomada pelo Conselho Universitário, na próxima quarta-feira.
Tavares confirmou que enviou as cartas e explicou que foi uma estratégia do diretor de Ciências da Saúde da Universidade, Rogério Molinari. Ele disse que foi o escolhido porque é o professor que se aposentou mais recentemente pela UFPR, há cerca de um mês. Porém, Tavares ainda atende uma vez por semana no HC. As eleições para reitor aconteceram na última quarta-feira, dia 23. Moreira Júnior obteve 51,64% dos votos válidos dos professores da Universidade, 48,04% junto aos técnicos e 32,03% junto aos alunos. A Comissão Eleitoral ainda não homologou a vitória de Moreira Júnior em função desta última denúncia.

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