Candidatos usam chutômetro na prova de Física
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terça-feira, 13 de janeiro de 1998
Lucília Okamura 
Josoé de CarvalhoConcorrênciaÍndice de desistência na UEL está dentro da normalidade: 18.030 candidatos continuam na disputaOs candidatos do vestibular de verão da Universidade Estadual de Londrina fizeram ontem à tarde, no segundo dia, as provas de Estudos Sociais e Física - 40 questões cada. Muitos candidatos deixaram as salas de aula logo após o tempo mínimo estipulado, que é de uma hora. A maioria dos que saíram admitiu que chutou nas questões de Física, consideradas umas das mais difíceis do concurso.
Chutei a metade, disse Luis Mauro Neves, 18 anos, de Sertanópolis (40 quilômetros ao norte de Londrina). Ele está tentando uma das vagas de Direito noturno e está otimista. Acho que dá para passar, afirmou. Já a estudante Gleice Passarinho, 19 anos, de Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina), acredita que não tem chances de entrar para o curso de Letras noturno. Ela contou que chutou em 80% das questões de ontem.
Ontem, pelo menos dois candidatos chegaram atrasados. As estudantes Gislane Vicente e Jaqueline Cotrin, ambas de 18 anos, moram em Lobato (60 quilômetros ao norte de Maringá) e chegaram ao campus da UEL às 14h05. Segundo elas, o tráfego na estrada estava bastante intenso. As estudantes estavam tentando vagas no curso de Educação Física.
A Comissão Permanente de Seleção informou que ontem faltaram mais 12 vestibulandos, elevando o índice de abstenção para 12,51%. Nos dois dias, 2.577 candidatos faltaram às provas. O número de desistentes é considerado normal pela Copese. Hoje acontecem as provas de Português e Redação. Continuam concorrendo às 1.460 vagas 18.030 candidatos.
Na quadra do Centro de Educação Física (CEF), no campus, estão montadas várias barracas que vendem, basicamente, doces, salgados, refrigerantes e água mineral. O movimento não tem agradado muito os comerciantes. Tadeo Kamiji vende salgados e refrigerantes há três vestibulares e diz que, em comparação aos anos anteriores, o movimento caiu cerca de 45%. É a crise, ninguém tem dinheiro para consumir, afirma.
Já Valquíria de Fonseca encontrou uma maneira criativa de atrair fregueses para sua barraca de água mineral e refrigentes. Na compra de algum produto, ela dá um preservativo de graça. Faço uma campanha de prevenção à Aids, observa. Ela é membro da Associação Londrinense Interdisciplinar da Aids e diz que sempre procura conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenção. A idéia de distribuir preservativos, segundo ela, tem agradado mais os homens. No primeiro diz, apenas duas meninas vieram até a barraca, observa.


