Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
Começa hoje à tarde o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas desde ontem a cidade foi ‘tomada’ por jovens de várias partes do País.
Segundo o supervisor do Terminal Rodoviário, Reginaldo Alves Ferreira, nesta época do ano o movimento de embarque e desembarque cresce 50%. A chegada de passageiros é maior durante a manhã. Ontem, por exemplo, ela começou às 4h30 e até às 7 horas a maioria dos ônibus vinha de São Paulo e Curitiba.
‘‘Estamos trabalhando em esquema de férias. Até o final do mês cerca de duas mil pessoas devem passar pelo terminal diariamente. Para atender a essa demanda contamos com 30 carros extras’’, disse Ferreira.
Entre as três mil pessoas que chegaram à rodoviária de Londrina até às 11h30 de ontem, estavam os vestibulandos de São Paulo, Wagner Okai, Fábio Hasue e Rodrigo Torelli, que sairam da capital paulista às 23 horas e chegaram a Londrina às 6 horas. Esta é a quarta vez que Fábio disputa o vestibular da UEL e, por isso, foi ele que reservou com antecedência a vaga dos três num pensionato da Rua Paranaguá, no centro da cidade.
Ele e Rodrigo concorrem a vagas no curso de fisioterapia e o amigo Wagner é candidato a odontologia. ‘‘Londrina tem uma boa qualidade de vida e uma universidade bem conceituada’’, disseram.
A opinião é compartilhada por quatro garotas que vieram de Itapetininga (SP) num ônibus fretado para disputar pela segunda vez o vestibular de Londrina. Para Giovana Camila de Macedo, o fato da instituição ser pública é outro grande atrativo. Assim como Fábio e Wagner, elas também passaram pelos vestibulares da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista ‘‘Júlio de Mesquita Filho’’ (Unesp).
‘‘Minha maior preocupação é com a redação. Achei o tema do vestibular em julho difícil, por isso me preparei lendo mais’’, disse Fábio Hasue, que pretende passear pela cidade só depois da última prova. Sua decisão se baseia na experiência de anos anteriores em que saiu e ficou cansado o dia todo.
Giovana e as amigas Marina Alice de Almeida, Francine Carvalho e Cristiane Ferreira pensam diferente. Elas disseram que vão sair um pouco à noite para distrair e relaxar, mas não pretendem chegar tarde.
Até o fim da manhã de ontem, 29 vestibulandos haviam procurado a Comissão Permanente de Seleção (Copese) para providenciar uma identificação especial. O documento é necessário para aqueles candidatos que não têm a carteira de identidade para apresentar no local de prova. De acordo com o secretário-geral da Copese, Reynaldo Ramon, esse serviço será mantido até o segundo dia de prova.
Apesar da universidade ter enviado um cartão informativo com data, local e horário do vestibular para todos os candidatos, muitos ainda têm dúvidas. A maioria dos inúmeros telefonemas atendidos pela Copese nos últimos dois dias foram de candidatos que perderam o cartão ou a identidade e procuravam se certificar sobre as exigências para a realização das provas.
‘‘O movimento maior deve ser registrado hoje de manhã, pois boa parte dos vestibulandos só chegou à cidade ontem à noite’’, disse Ramon. Hoje, a Copese funciona das 8 horas às 10 horas e coloca à disposição o telefone: (43) 371-4740.Cidade amanheceu ontem com a agitação dos vestibulandos de outras localidades que prestam concurso a partir de hoje na UEL
Mário CesarA CHEGADATerminal Rodoviário, às 6 horas: concentração de jovensDorico da SilvaA ACOMODAÇÃOGrupo de vestibulandos chega a um hotel de Londrina: repousoPaulo WolfgangPaulo WolfgangPaulo WolfgangWagner e Fábio (esquerda), passeio no câmpus (centro), Giovana, Marina, Francine e Cristiane (direita)