O número recorde de inscritos no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está tirando o sono de muitos candidatos. Nos cursinhos preparatórios, os alunos aproveitaram o dia de ontem para solucionar dúvidas e revisar conteúdos, mas a expectativa geral era de insegurança com relação às provas.
Carlos Henrique Fukahori, candidato a uma vaga em fisioterapia, presta o primeiro vestibular após frequentar seis meses de cursinho. ‘‘Como estudei o segundo grau em escola pública e a concorrência está muito alta, não estou muito confiante’’, afirma. Seu colega de classe, Úlder Carrilho Júnior, candidato ao curso de computação, demonstra mais otimismo. ‘‘Quase passei no início do ano, acho que desta vez vou conseguir.’’
Os candidatos de São Paulo também preocupam os paranaenses. ‘‘Eles se preparam para fazer vestibulares mais difíceis, como a Fuvest ou Unicamp, e acabam concorrendo com a gente. Isso não é justo’’, reclama Ednilson Hara, pleiteando uma vaga em administração.
Para o professor Marcos Roberto Rossini, os alunos têm que enfrentar a situação através da dedicação aos estudos. ‘‘É a globalização do vestibular, eles precisam se preparar para enfrentar a concorrência’’, ressalta. (C.A.)

mockup