Candidatos têm propostas para falta de pessoal
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Da Redação 
Se eleita, Dorotéia Nonino, 35 anos, pretende resolver a questão da falta de recursos humanos na rede respeitando a realidade de cada escola. Sua proposta é regularizar a carga suplementar oferecendo aos professores interessados a opção de dobrar a jornada. Sem acreditar na eliminação da carga complementar, ela pretende rever a remuneração nesses casos. Uma licença médica, por exemplo, pode ser coberta por cargo suplementar, justifica. Outra preocupação de Dorotéia é o período intermediário. Eliminar é utopia. A saída, na sua opinião, seria a oferta de benefícios para os professores que atuam no período - das 11 às 14 horas. Dorotéia é psicóloga e professora de Psicologia e Pedagogia no Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon).
A proposta do advogado e professor aposentado da Universidade de Londrina, José Dorival Perez, 57 anos, é conseguir o máximo nos Recursos Humanos da Prefeitura para, já em 98, atender a demanda da rede. A Educação precisa ser tratada de forma diferente porque não tem como deixar sala de aula sem professor. Perez pretende, ainda, priorizar as necessidades de cada escola dentro do orçamento. Ele e Dorotéia não contarão com o próprio voto na eleição amanhã, por não estarem ligados à Secretaria. Torço pelo empate porque levo vantagem por ser o mais velho, brinca.
Há 20 anos na administração da Secretaria, Quinha Canesin, 46 anos, já tem planejamento para solucionar a falta de profissionais. Caso seja eleita, ela pretende discutir a possibilidade de contratação definitiva ou temporária para as escolas da rede ou ainda a ampliação da jornada. Esse é um processo político que não depende só da Educação, mas também das secretarias Geral e de Recursos Humanos, justifica. Dentro de um processo de valorização do professor e do aluno, Quinha pretende viabilizar a eliminação do período intermediário. Segundo ela, já está provado que o aluno do intermediário tem menor rendimento.
Vera Sabec, 49 anos, pretende realizar concurso para contratação de pessoal rapidinho. A intenção, segundo ela, é iniciar o ano letivo de 98 com o quadro completo. Este é um problema emergencial, alega Vera que está na administração há dois anos depois de trabalhar 15 anos na rede municipal. Seguindo proposta dos professores, outra prioridade para Vera é a realização de eleição para chefias de atendimento nas escolas, para os cargos que não são de carreira. Ela e Quinha foram afastadas dos cargos para concorrer à eleição.


