Se eleita, Dorotéia Nonino, 35 anos, pretende resolver a questão da falta de recursos humanos na rede respeitando a realidade de cada escola. Sua proposta é regularizar a carga suplementar oferecendo aos professores interessados a opção de dobrar a jornada. Sem acreditar na eliminação da carga complementar, ela pretende rever a remuneração nesses casos. ‘‘Uma licença médica, por exemplo, pode ser coberta por cargo suplementar’’, justifica. Outra preocupação de Dorotéia é o período intermediário. ‘‘Eliminar é utopia. A saída, na sua opinião, seria a oferta de benefícios para os professores que atuam no período - das 11 às 14 horas. Dorotéia é psicóloga e professora de Psicologia e Pedagogia no Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon).
A proposta do advogado e professor aposentado da Universidade de Londrina, José Dorival Perez, 57 anos, é conseguir ‘‘o máximo’’ nos Recursos Humanos da Prefeitura para, já em 98, atender a demanda da rede. ‘‘A Educação precisa ser tratada de forma diferente porque não tem como deixar sala de aula sem professor’’. Perez pretende, ainda, priorizar as necessidades de cada escola dentro do orçamento. Ele e Dorotéia não contarão com o próprio voto na eleição amanhã, por não estarem ligados à Secretaria. ‘‘Torço pelo empate porque levo vantagem por ser o mais velho’’, brinca.
Há 20 anos na administração da Secretaria, Quinha Canesin, 46 anos, já tem planejamento para solucionar a falta de profissionais. Caso seja eleita, ela pretende discutir a possibilidade de contratação definitiva ou temporária para as escolas da rede ou ainda a ampliação da jornada. ‘‘Esse é um processo político que não depende só da Educação, mas também das secretarias Geral e de Recursos Humanos’’, justifica. Dentro de um processo de valorização do professor e do aluno, Quinha pretende viabilizar a eliminação do período intermediário. Segundo ela, já está provado que o aluno do intermediário tem menor rendimento.
Vera Sabec, 49 anos, pretende realizar concurso para contratação de pessoal ‘‘rapidinho’’. A intenção, segundo ela, é iniciar o ano letivo de 98 com o quadro completo. ‘‘Este é um problema emergencial’’, alega Vera que está na administração há dois anos depois de trabalhar 15 anos na rede municipal. Seguindo proposta dos professores, outra prioridade para Vera é a realização de eleição para chefias de atendimento nas escolas, para os cargos que não são de carreira. Ela e Quinha foram afastadas dos cargos para concorrer à eleição.

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