Como ocorre todos os anos, tão logo têm início as provas, começa também uma longa espera para pais, namorados e irmãos que ficam do lado de fora, torcendo e rezando. Com o terço fechado nas mãos, Maria Inês Mani torcia pela filha Cláudia, que tenta uma vaga em geografia. A família é de Bom Sucesso (41 km ao sul de Apucarana). ‘‘Este terço é do padre Marcelo. Acho que vai dar sorte.’’
Alessandra Barzuk, 17 anos, também se agarrava ao terço enquanto esperava pela irmã Érica, que tenta uma vaga em serviço social. ‘‘Acho que estou mais nervosa que ela.’’
Mas as provas parecem ter sido tranquilas para os candidatos. Uma hora após o início do vestibular começaram a sair os primeiros vestibulandos e nem todos usaram a ‘‘técnica do chute’’. ‘‘As provas estavam mais para fácil que para difícil ’’, comentava a candidata a uma vaga no curso de educação artística, Lucilene Simões, 23 anos, de Londrina.
Também a candidata Josiane Andrade Correa, 23 anos, que tenta uma vaga em filosofia, não achou o primeiro dia difícil. Para elas, as pessoas que se prepararam para as matérias de ontem se saíram bem. ‘‘Os temas foram atuais. Foram abordadas questões referentes à dengue e meio ambiente’’, comentou Lucilene.
Nas salas especiais, estão prestando vestibular 23 candidatos com problemas variados, como suspeita de hepatite, deficiência visual, gestantes, caxumba e até síndrome de pânico - eles fazem as provas em salas separadas. Para o vestibular de verão da UEL, foram inscritos 19.444 candidatos, que concorrem a 1.460 vagas. As provas de hoje são de Física e Estudos Sociais. (BB)

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