Candidatos passam por triagem sócio-econômica
Os coordenadores do cursinho da Universidade Estadual de Londrina (UEL) concordam com a necessidade de ampliação do programa, mas explicam que isso não é tão simples assim: ''A nova administração da universidade está sensível para essa necessidade, com certeza. Já fomos comunicados que o cursinho vai passar por um processo de reestudo. A partir daí vai ser feito um novo planejamento e essa necessidade poderá ser atendida'', adianta Terezinha Vilela de Magalhães, coordenadora geral. Para isso vai ser preciso conseguir mais espaço e mais professores. Atualmente são 30 professores, todos eles alunos-bolsistas da UEL que recebem R$ 150 por 12 horas semanais de trabalho. O cursinho funciona num barracão e tem apenas uma sala de aula.
Desde que foi criado, em agosto de 96, o número de inscrições vem aumentando. A primeira turma teve 443 inscrições. Este ano foram 1.659 pedidos. Antes da prova de classificação o candidato passa por uma triagem sócio-econômica e tem que comprovar renda inferior a um salário mínimo e meio. Só quem passa por essa triagem é que pode fazer a prova. ''Não é uma prova para reprovar ninguém. Só não passa quem não responder nada'', explica Ademir Freire, coordenador administrativo. A prova é de conhecimentos gerais e o conteúdo é o mesmo do ensino médio.





