Todos os candidatos a reitor da UEL negaram ontem, durante à eleição, que tiveram o apoio de partidos políticos na campanha. A informação de que partidos estariam apoiando os candidatos, inclusive financeiramente, circulou durante toda a campanha e foi questionada até durante os debates programados para os candidatos.
Carlos Roberto Appoloni negou que o PSDB (como foi cogitado) ‘‘ou qualquer outro partido’’ estivesse por trás de sua campanha. ‘‘Desafio às pessoas que provem isso’’, afirmou. Segundo ele, o fato de o reitor Pedro Gordan apoiar sua candidatura não significaria também que a máquina administrativa estivesse sendo usada.
César Caggiano também negou que sua campanha tenha sido apoiada por partidos. ‘‘Não fizemos acordo com nenhum partido. Isso deixei claro para todos que nos procuraram’’, afirmou. Segundo Caggiano, tanto ele como seu vice, Ésio de Pádua Fonseca, protocolaram em cartório documento garantindo que, mesmo que não forem eleitos para a reitoria, não iriam se candidatar a nenhum cargo eletivo.
Lygia Puppato, apesar de filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), também garantiu que a sigla não interferiu. ‘‘Sou filiada sim, mas uma coisa não tem nada a ver com outra. Aliás, é contra as diretrizes do partido interferir em coisas do tipo.’’ Segundo ela, todo o dinheiro usado na campanha foi arrecadado com promoções e livros-ouro. ‘‘Nossa tesouraria é límpida e temos todos os documentos para provar.’’

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