Candidatos fazem prova em banca especial
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Curitiba 
Marcelo AlmeidaVontadeMarina Neves Fogaça, de 17 anos, chega carregada pelos pais para as provas de ontem no Centro Politécnico. Ela foi atropelada no domingo, quando ia para uma aula de revisão no cursinhoA Comissão Permanente do Concurso Vestibular determinou atenção especial para as pessoas portadoras de deficiências físicas permanentes ou temporárias. A Banca Especial instituída pela comissão reuniu na Biblioteca da UFPR 18 candidatos com problemas visuais, auditivos, motores. A banca atendeu ainda oito pessoas internadas no Hospital de Clínicas da UFPR, entre elas uma com gravidez de risco e outra que está para ganhar o seu bebê. Há quatro pessoas em tratamento de doenças contagiosas (rubéola e varicela), uma em tratamento quimioterápico e uma em recuperação pós-cirúrgica.
A candidata Marina Neves Fogaça, de 17 anos, também fez a provas de ontem na Banca Especial. Ela foi atropelada no domingo às 6h30, quando ia para uma aula de revisão no cursinho. Marina foi ao Centro Politécnico fazer as provas acompanhada do pai, o médico Milton Fogaça, e da mãe. Ela fraturou a bacia e teve escoriações, mas quer ir fazer as provas também para a Universidade de Santa Catarina, em Joinville, na parte da tarde, a partir de amanhã, disse Milton.
Márcia Regina Maggi, de 17 anos, não pensou duas vezes em pegar a filha de dois meses, Bianca, e comparecer à Banca Especial para tentar uma vaga para o curso de Letras. Foram maravilhosos comigo, pois tive que parar de duas em duas horas para amamentar meu bebê. Não gostaria de me separar dela nesse momento e ficaria desconcentrada, disse Regina.(G.V.)


