Érika Pelegrino
De Londrina
Termina hoje, com as provas de história, geografia e língua estrangeira, o vestibular de inverno considerado o maior concurso da história da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram 27.558 candidatos, de 21 estados, inscritos para disputar 1.425 vagas em 39 cursos. Até ontem, terceiro dia do concurso, 1.557 vestibulandos desistiram: 1.450, já no primeiro dia; 33 na segunda-feira e 74 candidatos não compareceram para as provas de física e matemática, que foram realizadas ontem.
Dos inscritos no vestibular da UEL, 15.635 são mulheres e 11.923 são homens. A preferência dos candidatos, 18.718, foi pela prova de inglês; 8.741 optaram pelo espanhol e 99 pelo francês.
Os portadores de necessidades especiais, 11 ao todo, estão fazendo as provas em salas especiais. Os números são altos também nos bastidores do concurso: 2.300 pessoas estão trabalhando na organização e fiscalização.
Os atendimentos médicos ontem somaram 113. Os motivos foram dor de cabeça, enjôos e tensão nervosa, segundo a assessoria de imprensa do vestibular. O motivo da tensão nervosa, provavelmente, foi o fato de que as provas realizadas eram as das disciplinas que costumam deixar de cabelo em pé os estudantes: matemática e física.
Os candidatos não pouparam adjetivos para definir, principalmente a prova de física: ‘‘impossível’’, ‘‘horrível’’, ‘‘um troço’’, ‘‘esta prova estava com o capeta’’. Para muitos candidatos, as questões de física foram mal elaboradas. ‘‘Não dava para entender o que estavam pedindo. Era preciso ler a questão várias vezes’’, afirmou a candidata a uma vaga de medicina, Mariângela Santana, 16 anos, de Arapoti (PR), atualmente morando em Curitiba.
O grupo formado por Ana Carolina de Carvalho, 16 anos, de Santos (SP), concorrendo a uma vaga de medicina, Lucas Lopes Brandi, 17 anos, de Presidente Prudente (SP), prestando para veterinária, Janaína Rojas Buzzo, 19 anos, de Sertanópolis (PR), candidata de história, Anderson de Carli, 17 anos, do Mato Grosso do Sul, prestando para agronomia, Alan Moreira, 17 anos, do Mato Grosso do Sul, prestando para medicina, e Aneíse Peruzzo, 16 anos, de Assis Chateaubriand (PR), candidata a uma vaga de farmácia, era unânime: ‘‘A prova de física estava impossível de fazer. As questões estavam mal elaboradas’’.
Embora difícil, o grupo considerou a prova de Matemática mais acessível. Mas a dobradinha matemática/física é considerada desgastante e prejudicial para o rendimento. ‘‘As provas tinham pouca teoria. A grande maioria das questões exigia cálculos extensos. Chega uma hora que a gente não consegue mais raciocinar’’, reclamou Karolyne Paim Patel, 17 anos, de Palotina (PR) e que está prestando para medicina.
A curitibana Ligia Leite Sandrini, 17 anos, não concorda com os colegas. Concorrente a uma vaga de farmácia, ela considerou o grau de dificuldade, tanto da prova de física quanto de matemática, razoáveis. ‘‘Só a prova de física que eu achei que tinha muitas questões de elétrica e faltou questões de hidrostática’’, opinou.

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