Candidatos da Universidade de Maringá têm 4 salas especiais
O vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM) termina hoje, com as provas de física e química. Ontem, os candidatos realizaram as provas de comunicação e expressão e língua estrangeira. Este está sendo considerado o concurso mais tranquilo realizado na universidade nos últimos anos. Até ontem, nenhum candidato tinha deixado de fazer as provas por chegar atrasado. Também não foi registrado nenhum incidente e nenhuma tentativa de fraude.
Até mesmo o serviço de atendimento médico aos candidatos havia sido pouco utilizado e, mesmo assim, não foi registrada nenhuma ocorrência médica grave. Algumas medidas de precaução previstas pela comissão organizadora do vestibular para garantir a segurança do concurso e a participação dos candidatos, acabaram não sendo aplicadas até ontem. É o caso da sala especial montada no Colégio Gastão Vidigal, onde uma candidata deveria permanecer no momento de amamentar o filho. Um fiscal foi orientado a ficar com a candidata no momento da amamentação.
Talvez pelo clima agradável dos últimos dias, o bebê acabou não acordando, não exigindo que o pai o levasse para ser amamentado. Sem a presença do bebê, a sala ficou vazia e a candidata realizou as provas sem precisar do intervalo para amamentação. Montamos a sala para garantir que a mãe pudesse amamentar a criança e continuar a prova, mas pelo jeito não será preciso deslocar a candidata para a sala especial, disse o presidente da Comissão do Vestibular Unificado (CVU), João César Guirado.
Também com o objetivo de garantir a participação maciça dos candidatos, a UEM montou três salas especiais no câmpus universitário para deficientes físicos. No total, seis candidatos (um com paralisia cerebral, dois deficientes físicos, duas com visão subnormal e uma surda) realizam as provas em salas especiais. A candidata Patrícia Aparecida Basdão, que sofreu acidente de carro alguns dias antes do vestibular e está usando um colete para correção da coluna, também está fazendo as provas em uma das três salas especiais. Edvan Dias de Souza, portador de paralisia cerebral, está em uma sala separada e realiza as provas em um computador.
No final da prova, a folha de resposta do candidato é impressa e assinada por ele. Uma candidata com deficiência auditiva também participa do concurso em situação especial. A fiscal Eliane Braga de Oliveira, foi especialmente contratada pela UEM para traduzir, através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), as instruções sobre as provas, que para os demais candidatos são lidas momentos antes do concurso pelos fiscais de sala. Conforme Guirado este é o primeiro vestibular da UEM com a participação de uma candidata com deficiência auditiva.Marcos NegriniFiscal da UEM instrui candidata com a linguagem de sinaisLucinéia Parra





