Candidatos criticam pacote
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 1997
Elisa Marilia Carneiro 
Curitiba
Os quatro candidatos à reitoria da Universidade Federal do Paraná são unânimes em criticar o pacote fiscal do governo federal. As medidas que mais afetariam a universidade, segundo os candidatos, são o corte de investimentos e a não abertura de novas vagas.
Na análise da candidata e atual vice-reitora, Maria Amélia Zainko, o retorno à idéia de pacote é extremamente desagradável. As áreas da Educação e da Saúde já sofreram muito com as incertezas geradas pelos pacotes. Parece que não há criatividade para a resolução de problemas, fulminou. Ela argumenta que mais uma vez se deixa de valorizar o profissional que trabalha nas universidades.
Para a candidata Acácia Kuenzer, o governo vem a público responsabilizar o povo e a iniciativa privada pelo que é responsabilidade dele, governo. Ela disse que o impacto do pacote nas universidades será profundo. As universidades brasileiras vão se tornar um colegião. A política do País está sendo orquestrada pelo Banco Mundial, que não tem interesse no investimento brasileiro em ciência e tecnologia, disse.
Também para o candidato Aldair Rizzi, seguramente o efeito do pacote sobre as universidades será negativo. Vai ficar mais difícil administrar a universidade. Com certeza haverá mais desemprego, quebradeira de empresas e queda da demanda de mercado, opinou.
O candidato Carlos Antunes reage ao pacote afirmando que o pior é a não abertura de novos concursos. O governo vem se descomprometendo há muito tempo com o ensino superior, acentuou.
Outra unanimidade entre os candidatos é com relação à vitória nas eleições que acontecem amanhã. Na reta final da campanha, os quatro estão intensificando o corpo-a-corpo. As polêmicas começam a se dissipar e os quatro garantem que estão ganhando eleitores a cada hora.


