Curitiba
Os quatro candidatos à reitoria da Universidade Federal do Paraná são unânimes em criticar o pacote fiscal do governo federal. As medidas que mais afetariam a universidade, segundo os candidatos, são o corte de investimentos e a não abertura de novas vagas.
Na análise da candidata e atual vice-reitora, Maria Amélia Zainko, ‘‘o retorno à idéia de pacote é extremamente desagradável’’. ‘‘As áreas da Educação e da Saúde já sofreram muito com as incertezas geradas pelos pacotes. Parece que não há criatividade para a resolução de problemas’’, fulminou. Ela argumenta que mais uma vez se deixa de valorizar o profissional que trabalha nas universidades.
Para a candidata Acácia Kuenzer, ‘‘o governo vem a público responsabilizar o povo e a iniciativa privada pelo que é responsabilidade dele, governo’’. Ela disse que o impacto do pacote nas universidades será profundo. ‘‘As universidades brasileiras vão se tornar um colegião. A política do País está sendo orquestrada pelo Banco Mundial, que não tem interesse no investimento brasileiro em ciência e tecnologia’’, disse.
Também para o candidato Aldair Rizzi, seguramente o efeito do pacote sobre as universidades será negativo. ‘‘Vai ficar mais difícil administrar a universidade. Com certeza haverá mais desemprego, quebradeira de empresas e queda da demanda de mercado’’, opinou.
O candidato Carlos Antunes reage ao pacote afirmando que ‘‘o pior é a não abertura de novos concursos.’’ ‘‘O governo vem se descomprometendo há muito tempo com o ensino superior’’, acentuou.
Outra unanimidade entre os candidatos é com relação à vitória nas eleições que acontecem amanhã. Na reta final da campanha, os quatro estão intensificando o corpo-a-corpo. As polêmicas começam a se dissipar e os quatro garantem que estão ganhando eleitores a cada hora.

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