Ficou mais prático e fácil, mas falta badalação. Essa foi a opinião de alguns candidatos que participaram do primeiro Vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) com provas nas cidades de Cambé e Ibiporã. Os estudantes aprovaram a idéia, pela praticidade proporcionada aos moradores de Cornélio Procópio, Rolândia e Apucarana. Para quem fez as provas nas cidades vizinhas, só o que faltou foram as festas, típicas na semana de vestibular em Londrina. O comércio, no entanto, não teve do que reclamar: a expectativa de faturar em dobro fez os empresários ampliar o horário de atendimento de bares e atraiu ambulantes atrás de renda extra.
Ibiporã recebeu 1.130 candidatos, segundo a coordenadora de centro do vestibular, Cláudia Pires. O número parece pequeno perto do recorde de quase 37 mil inscritos fazendo provas em 42 locais este ano, mas foi o suficiente para que o dono de uma lanchonete em frente à escola estadual Unidade Pólo, um dos dois locais de prova da cidade, abrisse excepcionalmente seu estabelecimento após o meio-dia de ontem. ''O faturamento deve dobrar em comparação com dias normais. Poderia ser assim todo ano'', sugeriu Jeferson Martins Góis, dono do bar.
Em frente ao Colégio Olavo Bilac, também em Ibiporã, um grupo de amigos aproveitava o movimento para faturar com a venda de água, refrigerante e balas. Anderson Cipriano da Silva e Erik Fukuda esperam ganhar até R$ 300 por dia com as vendas. ''Hoje (ontem) não deve ser tão bom porque não está calor. Mas na semana deve melhorar'', antecipou Fukuda.
Em Cambé não foi diferente. Clarice Costa, dona de uma lanchonete em frente ao Colégio Olavo Bilac, o maior dos cinco locais de prova da cidade, não soube precisar o aumento da renda nos dias de vestibular, mas garante que os estudantes ''extras'' no período colaboram muito para engordar os lucros. ''Janeiro é um mês normalmente fraco. O vestibular melhorou muito isso'', contou. Cambé recebeu cerca de 3,5 mil candidatos.
Vindos de cidades como Rolândia e Apucarana, os estudantes aprovaram a iniciativa da UEL. ''Sou de Apucarana e gostei de fazer provas em Cambé'', disse Maycon Ruiz, 20 anos, candidato à uma vaga no curso de engenharia civil. ''É mais acessível e rápido.'' E os estudantes Paulo Huss, 18, Jéssica Mortari, Everton Forti e Eduardo Bertocco, todos de 17 anos, acreditam que até a pressão psicológica sobre os candidatos seja menor. ''A gente vê menos pessoas na rua, parece que tem menos candidatos'', disse Mortari.
Em sua maioria, os candidatos de Ibiporã são de Cornélio Procópio. Miréia Alves, 20, Jenifer Oliveira, 18, e Diego Oliveira, 18, aprovoram a facilidade. ''Assim fica mais fácil encontrar os locais de prova'', explicou Miréia. A única reclamação dos candidatos foi a falta de festas, que lotam a programação de entretenimento dos estudantes. ''É legal estar em Londrina por causa das festas'', apontou Diego.

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