Candidatos a reitor votaram pela manhã
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Telma ElorzaReportagem Local 
O segundo turno das eleições para reitor na Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizado ontem, transcorreu em ritmo de tranquilidade. Os dois candidados ao cargo, os professores Lygia Pupatto e Carlos Roberto Appoloni, votaram logo cedo, no campus de UEL, para aproveitar o resto do dia no corpo a corpo com os últimos indecisos. Ambos se mostraram confiantes na vitória.
Para Lygia, o dia da eleição começou cedo. Às 6 horas ela já estava na porta do Hospital Universitário (HU) cumprimentando os eleitores. Ela disse estar extremamente confiante na vitória. A recepção está sendo muito boa. Principalmente entre os alunos já que intensificamos a campanha junto à categoria, explicou.
Para Appoloni, a expectativa era que conseguisse a maioria dos votos nas três categorias. No segundo turno pudemos conversar com todos com mais profundidade, explicou. Appoloni disse que apostou no corpo a corpo para buscar os votos que, no primeiro turno, foram para o candidato César Caggiano dos Santos (terceiro colocado). Ontem, ele passaria o dia percorrendo todos os locais de votação e conversando com os eleitores.
Pelo menos na parte da manhã, a participação dos alunos estava sendo um pouco maior que no 1º turno, quando apenas 30% votaram. Segundo a mesária Vilma Babboni, até às 9h30 o comparecimento dos alunos estava surpreendendo. Até esse horário, a impressão que tive é que mais alunos estavam votando. Vamos ver, agora, se isso se mantém no resto do dia, disse.
Para os alunos do 2º ano de ciências biológicas, Gisele e Luís Fernando que não quiseram dar os sobrenomes nem as idades , o segundo turno era a oportunidade de votar que não tiveram no 1º. A gente tava cheio de coisas para fazer e não deu tempo. Mas nesse vou votar, disse Gisele.
Segundo eles, os alunos tiveram poucas oportunidades de entrar em contato com os candidatos. Eu mesmo só vi o vice de uma das chapas, explicou Luís Fernando. Já a colega de turma deles, Graziela Romagnoli, 22 anos, acha que a participação dos alunos é fundamental. Votei no 1º e no 2º turno. Se a gente quer uma universidade pública de qualidade não pode se omitir, afirmou.
A expectativa da comissão eleitoral era que comparecessem às urnas um número de eleitores igual ou superior ao primeiro turno, quando cerca de 9,3 mil das 20,1 mil pessoas (entre professores, alunos e funcionários) votaram. O final de semestre, porém, pode atrapalhar um pouco. Não sei quantos alunos vão comparecer ao campus exclusivamente para votar, disse o presidente da comissão, João Carlos Athanazio, se referindo à participação dos alunos.
Até às 17 horas, segundo informações da Comissão Eleitoral, haviam participado do pleito 65% dos docentes, 70% dos servidores tecnico-administrativos e apenas 21% dos estudantes.


