Candidatos a música alegram o campus
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A área externa do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ganhou ares de um grande palco ontem à tarde, em razão da prova de habilidades específicas para os 132 candidatos que disputam uma vaga no curso de música. Munidos de seus instrumentos, eles aproveitaram os últimos minutos para treinarem um pouquinho mais antes de serem testados pelas bancas.
Sentado em um banco de madeira e com o violão embaixo do braço, o londrinense Miguel Leite Arruda, 23 anos, arriscava alguns acordes antes da prova. Pela manhã, ele passou pela prova escrita, de teoria, percepção e história da música. ''Estava bem difícil'', disse o candidato que disputa pela segunda vez uma vaga no curso.
A também violonista Ana Carolina Pires, 17 anos, estreou este ano como candidata e já tem grandes aspirações para o futuro. ''Tenho um projeto de formar uma banda de MPB, a 'Preto no Branco', mas ainda estou juntando o pessoal'', revelou. Paulistana radicada em Londrina, Ana Carolina também achou a prova teórica complicada. ''Foi difícil, porque foi voltada mais para o pessoal que está envolvido realmente com teoria musical. Por isso não me senti muito bem''. Ela, porém, estava mais confiante para o teste com a banca. ''Você tem que fazer aquilo que já sabe. Vou tentar mostrar aquilo que já estou envolvida, que é com a MPB.''
Bem mais excêntrico que a maioria dos candidatos, Jean Campos, 23 anos, iria se apresentar com um instrumento quase anônimo no país: o viele de roda, um instrumento de cordas de origem árabe. De acordo com ele, um dos únicos músicos que ele conhece que se aventura no viele de roda é do Rio de Janeiro. Ele, que estuda o instrumento há um ano e meio, disse que não tinha pretensões de se sair melhor do que os demais candidatos por estar com um instrumento desconhecido da maioria. ''O que conta não é o que você toca mas como você toca'', sentenciou.


