A reserva de 40% das vagas de cada curso para o sistema de cotas elevou os parâmetros de classificação do vestibular deste ano. De acordo com Luiz Rogério da Silva, coordenador do processo seletivo da UEL, a novidade é a eliminação dos candidatos que não acertarem 30% da prova de conhecimentos gerais e obtiverem nota inferior a dois na redação.
A assistente comercial Carolina Elídia Fernandes Moreira, 22 anos, que estuda no cursinho pré-vestibular da UEL, afirma que a fórmula da prova está mais ''direcionada'' que em outros anos. ''A prova faz o aluno pensar e não decorar''.
Esta será a quinta tentativa de Carolina no vestibular. Ela desistiu de prestar em 1999, depois de três experiências frustradas. ''No ano passado, prestei Relações Públicas, mas não passei. Este ano vou tentar economia'', contou. A dedicação dos instrutores do cursinho a deixa mais tranquila. ''Os professores são nossos amigos e as aulas são verdadeiras trocas de conhecimento. Mesmo com poucos recursos, eles estão sempre trazem informações e ajudam quem precisa''.
Como ela, Aline Tafine Santos, 21, já participou do vestibular da UEL cinco vezes. Trabalhando como agente comunitária no Conjunto José Belinati (Zona Norte), ela que estudar Ciências Sociais. ''Um pouco de insegurança a gente sempre tem, mas estou tranquila, pois fiz um ótimo cursinho, com instrutores dedicados e acessíveis'', disse. Graziele Maria Freire, 19, também confia na estrutura do cursinho da UEL. ''Já prestei para História e não passei. Agora vou tentar Ciências Sociais''.
Segundo Ademir Freire, coordenador administrativo do cursinho pré-vestibular da UEL, as três candidatas inscreveram-se no processo seletivo deste ano pelo sistema de cotas, já que suas famílias vivem com até um salário mínimo e meio por mês. ''A concorrência deverá ser menor que em outros anos''. (M.G.)

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