Candidato busca anulação de questão da UEL
O vestibulando Daniel Barreto Ramos, 19 anos, deve entrar hoje com uma ação na Justiça pedindo a anulação da questão 16 da prova de matemática da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A medida inclui liminar para antecipação de tutela com o intuito de impedir que a lista de aprovados seja divulgada até o julgamento do mérito.
A questão foi alvo de recursos negados pela Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops). O órgão manteve a decisão, apesar de o erro ser apontado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). O estudante Ramos foi eliminado na primeira fase do vestibular por uma questão. A nota de corte para medicina era 45 e ele teve 44 acertos na primeira fase.
''Como ele não assinalou a resposta sugerida como correta pela UEL estamos entrando na Justiça. O pedido de tutela antecipada é para evitar que a lista seja divulgada e o prejuízo do candidato se torne irreversível'', argumentou o advogado de defesa do vestibulando, Odilon Pereira.
O pai do estudante, Euclides Ramos Júnior, que também é advogado, garantiu que se a questão não for anulada, ele deve mover uma ação por danos morais contra a UEL. ''Matemática não é dedutiva. Esperava mais humildade da UEL, que eles reconhecessem o erro. Este caso é o cúmulo do absurdo'', disse. Ele acrescentou que pretende divulgar o caso pela internet se não conseguir a anulação.
O advogado Odilon Pereira declarou ainda que vai argumentar que a própria universidade admitiu que a resposta defendida pelo professor Gileno Pereira e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) ''pode ser correta''. ''A questão não pede a melhor resposta entre as alternativas apresentadas, mas a melhor resposta possível, que não consta nas alternativas'', acrescentou.
O professor Gileno Pereira disse que o problema seria evitado se a UEL tivesse ''admitido o erro'' ainda na primeira fase. ''Acho que é falta de humildade. Será que o mundo inteiro está errado e eles estão certos?'', alfinetou.
O coordenador de processos seletivos, Luiz Rogério Oliveira da Silva, declarou que a instituição deve se pronunciar apenas quando for notificada pela Justiça. Ele afirmou que 44% dos candidatos acertaram a questão, o que comprovaria que não ''houve problemas quanto a essa questão''. ''Estamos muito tanquilos quanto a qualquer ação judicial. Não estamos cometendo qualquer tipo de injustiça'', defendeu.
A lista de aprovados do vestibular está com a divulgação prevista para 26 de janeiro, às 12 horas.





