CÂNCER DE PRÓSTATA - Exames por imagem ajudam no diagnóstico do câncer de próstata
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
Reportagem Local 
Londrina - O câncer de próstata se destaca como o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O órgão estima que, em 2014, 68,8 mil novos casos da doença tenham sido diagnosticados no País. Em 2011, o número de mortes, segundo o Inca, foi de 13.129. A doença é bastante preocupante, uma vez que a prevenção é difícil e depende de vários fatores, como dieta alimentar adequada e prática de atividade física regular, além de visita com rotina ao médico. Entre os exames que precisam ser feitos para detectar a doença estão o toque retal e o de sangue para medir o PSA, que é uma proteína produzida por células no interior da próstata.
Os exames de imagem, por sua vez, são grandes aliados no diagnóstico do câncer de próstata e ajudam a avaliar a doença e assim orientar o melhor tratamento. Segundo a médica radiologista Monica Jacobs, da MP Diagnósticos em Londrina, o ultrassom transretal é o método de imagem mais utilizado, pois permite a avaliação do volume prostático (utilizado no cálculo da densidade do PSA) e também é utilizado para guiar a biópsia, já que quando há suspeita de câncer de próstata a confirmação se faz necessária. "O radiologista, através do ultrassom transretal, identifica a próstata e guiado pela imagem, realiza a biópsia, ou seja, retira vários pequenos pedaços de tecido prostático que serão em seguida examinados por um patologista para determinar se o câncer está presente", explica a médica.
A ressonância magnética da próstata também é uma modalidade importante na avaliação da doença. Segundo Monica, o exame identifica a lesão, permitindo a avaliação de sua gravidade, sua extensão e até mesmo, em centros avançados, a biópsia guiada. "Avanços recentes incluindo técnicas funcionais e fisiológicas, juntamente com as imagens morfológicas permitiram uma melhora na detecção e estadiamento do câncer de próstata pelo método", destaca a radiologista. Esse exame é indicado principalmente para os pacientes com suspeita do câncer de próstata com biopsias negativas, ou seja, que não detectaram a doença.
Conforme Monica, o exame de ultrassom transretal é relativamente rápido. Porém, quando realizado para guiar a biópsia necessita de um tempo maior. Já a ressonância magnética é um método mais demorado. Nos dois procedimentos, acrescenta a médica radiologista, pode ser utilizada a sedação anestésica para oferecer maior conforto ao paciente.
Os métodos de diagnóstico por imagem, alerta a médica, em geral são complementares aos exames de toque retal e de sangue e têm indicação individual para cada paciente. "De maneira geral serão solicitados para aqueles pacientes com suspeita de câncer de próstata", diz Monica, frisando que se o paciente estiver com a doença não é difícil visualizar a lesão.
Não há uma periodicidade pré-definida para realizar os exames de imagem, lembra a radiologista, e a indicação será feita pelo médico do paciente sempre que ele achar necessário. "Por isso a importância de consultas de rotina." A médica ainda ressalta que os exames de imagem são importantes no auxilio da detecção precoce do câncer de próstata, em fases iniciais, que associada ao tratamento adequado, podem oferecer ao homem melhor condução do tratamento e, consequentemente, melhor qualidade de vida. E alerta que a idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.


