Câncer de colo de útero é o 3º mais comum
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quarta-feira, 20 de julho de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O câncer de colo de útero é um dos tipos da doença que mais matam no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é o terceiro mais comum entre as mulheres e o quarto no número de causa de mortes por câncer na população feminina. Os dados são referentes a 2003. Por outro lado, é uma das modalidades da enfermidade com maior potencial de cura, desde que seja detectado no início.
E o mais importante, o exame para detecção precoce do câncer de colo de útero pode ser feito de graça nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). De acordo com o especialista em patologia ginecológica, Antonio Camata, o índice de cura pode chegar a 100% com a detecção precoce. A descoberta da doença é feita através do exame papanicolaou, coleta do material com a raspagem do colo. ''É simples, rápida e indolor'', garante o médico.
O exame laboratorial, que custa de R$ 40,00 a R$ 60,00, deve ser feito anualmente. Nos casos positivos, um oncologista define o melhor tratamento. A última opção é a cirurgia, cujas chances de sucesso dependem do grau de infestação da lesão causada pelo câncer.
A doença é causada pelo vírus HPV e transmitida na relação sexual. Para evitar a contaminação, são recomendados uso de preservativo, controle do número de parceiros sexuais e consultas periódicas ao ginecologista.
Apesar de gratuito, o exame não é muito procurado. Em Londrina, segundo Camata, o índice está entre 50% e 60% das mulheres. O número ideal definido pelo Ministério da Saúde é de 80%. A média do Paraná fica em torno de 40%.
De acordo com dados da 17 Regional de Saúde, 45 mulheres morreram em decorrência da doença em 2002 e 2003 em Londrina e região. No Paraná, foram 573 óbitos. Em 1997, o Estado lançou um programa de prevenção e controle do câncer de colo de útero para aumentar a disponibilidade dos exames na rede pública, que deixou de ter cota máxima. ''Mesmo com a disponibilidade, falta uma maior divulgação da importância da prevenção na mídia. O controle da doença, depois de disseminada, é mais caro, difícil e mutilante para a paciente'', resume Camata.


