As cinco cancelas da malha ferroviária de Londrina voltaram a funcionar ontem pela manhã, a pedido do prefeito Jorge Scaff (PSB). O prefeito alegou que apesar das dificuldades financeiras do município, a segurança da população não pode ficar ameaçada. As cancelas pararam de funcionar na última terça-feira, depois que Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) retirou os vinte funcionários que faziam o trabalho de controle dos equipamentos que impedem o tráfego de veículos durante a passagem dos trens.
Segundo a assessoria da CMTU, o prefeito fez o pedido do retorno dos funcionários por telefone, na quarta-feira à noite, mas lembra que Londrina é a única cidade da região que oferece este serviço. O número de cancelas para eles é pequeno e não chega a oferecer risco à população pois todos já têm conhecimento dos cruzamentos com a linha férrea e a companhia já havia reforçado a sinalização nos pontos de cruzamento. Os vigilantes das cancelas, para a CMTU, seriam mais úteis em outros serviços.
A vigilância das cancelas havia provocado polêmica quanto à responsabilidade, se da prefeitura ou da América Latina Logística (ALL), empresa que assumiu o transporte de cargas no Paraná. Segundo o Ministério dos Transportes, cabe ao município a prestação do serviço.
Ontem, a Câmara de Vereadores aprovou o projeto de Lei do vereador Célio Guergoleto que concede prazo de 90 dias, após sanção e publicação no Diário Oficial, à ALL para a retirada dos trilhos da rede ferroviária no trecho entre a Avenida 10 de Dezembro e os Jardins São Pedro e Marabá. O não cumprimento da lei implicará à empresa uma multa diária de 100 Ufirs.
O vereador disse que o trecho ferroviário oferece mais risco à segurança da população pela falta de manutenção e pelo mato. Célio comenta que há no Plano Diretor do município o projeto da construção de uma avenida com a retirada dos trilhos.

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