Dimitri do Valle
De Curitiba
A Prefeitura de Curitiba encaminhou ontem para a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente um relatório que revela que a maioria das ruas foram abertas depois da existência da linha férrea que passa por dentro da cidade. O assunto é alvo de polêmica entre os moradores do bairro Cristo Rei que reclamam do barulho dos antigos equipamentos que advertem os motoristas sobre a aproximação dos trens nas passagens de nível.
Segundo as informações repassadas pela municipalidade, das 30 ruas que são cortadas por passagens de nível, 19 foram construídas após a instalação dos trilhos na região. Apenas sete vias sofreram modificações para que a estrada de ferro passasse sobre as ruas e outras quatro despertaram dúvidas que devem ser esclarecidas à promotoria. Os dados foram baseados em documentações do Instituto de Pesqueisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).
O promotor do Meio Ambiente, Sérgio Luiz Cordoni, deve se manifestar na próxima semana sobre o assunto. Moradores foram procurá-lo no mês passado para que tomasse providências em relação ao barulho provocado pelos trens.
Uma das alternativas estudadas seria a instalação de cancelas em todas as passagens de nível. Entretanto, este é um ônus que a Prefeitura e a empresa concessionária da linha férrea, a empresa Sul Atlântico, só vão cumprir depois que o promotor tomar uma decisão sobre a responsabilidade no assunto. Cordoni não foi encontrado na tarde de ontem para falar sobre o assunto.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que só haverá uma manifestação oficial após a decisão da promotoria. A municipalidade já investiu cerca de R$ 740 mil na compra de equipamentos capazes de acionar os semáforos próximos as passagens de nível assim que o trem estiver se aproximando. Outras 13 passagens devem receber o equipamento no ano que vem em investimentos que totalizarão aproximadamente R$ 450 mil.

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