Cancelada greve de policiais civis
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
O Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) cancelou a assembléia geral de hoje que, fatalmente, culminaria na deflagração de uma greve. A alteração nos planos da categoria ocorreu após a chegada de um comunicado da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), ontem à tarde.
Através deste documento o governo afirma que nunca pensou em descontar as 12 horas de paralisação dos policiais realizada no último dia 8 e que o pagamento da gratificação por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) está sendo analisada por uma comissão de alto nível que enviará um projeto de lei para a Assembléia Legislativa até o dia 25. Vamos aguardar esse parecer e discuti-lo numa assembléia dia 28, às 18 horas, na sede do sindicato, disse o presidente do Sindipol, Ademilson Antonio Alves Batista.
Segundo ele, o pagamento do TIDE atinge apenas 10% da categoria e sua extensão a todos os policiais acabaria com uma diferença que chega a 60%. Se ela for aprovada, Batista acredita que o piso salarial do policial civil em início de carreira passaria de R$ 700,00 para R$ 1.100,00. Quanto às demais reivindicações o governo afirma que estão sendo estudadas pelo Conselho de Polícia Civil e técnicos da SESP.
No comunicado o governo nega que haja diferença de tratamento entre os policiais da capital e do interior e aproveita para informar sobre a destinação dos R$ 12 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública. Desse total, caberá à Polícia Civil R$ 3 milhões para a informatização, R$ 3,5 milhões para a recomposição da frota e R$ 500 mil para a compra de armamentos. A Polícia Militar ficará com R$ 1,7 milhão destinados à recuperação da frota e R$ 1 milhão para a aquisição de armamentos e outros equipamentos. A Ouvidoria da Polícia receberá R$ 150 mil; o programa de qualificação e treinamento dos policiais e guardas municipais terá um investimento de R$ 600 mil; a Polícia Técnica e Científica ficará com aproximadamente R$ 1,5 milhão, sendo R$ 862 mil para o reequipamento do Instituto Médico-Legal (IML), R$ 500 mil para o Instituto de Criminalística e R$ 130 mil para a implantação do Laboratório de Genética Molecular Forense (DNA). Os projetos de reformas e ampliações de delegacias e cadeias públicas receberão um investimento de R$ 3 milhões.
Depois de ler o comunicado o presidente do Sindipol preferiu não fazer previsões, mas disse que nunca deixou de acreditar na justiça.


