Cancela parada amplia riscos
A morte do guarda mirim William Jacob Machado, 16 anos, atropelado por um trem de carga na semana passada em Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina), expôs mais uma vez um problema de segurança dos trechos ferroviários que cortam cidades no Paraná: o abandono das cancelas em cruzamentos dos trilhos com ruas. Essa situação já provocou dezenas de mortes no Estado.
Com a privatização do sistema, os equipamentos foram abandonados pelas concessionárias. Em algumas cidades eles só funcionam porque foram assumidos pelas prefeituras. Em Arapongas onde ocorreu o acidente mais recente , e outras cidades, como Mandaguari e Ibiporã, as cancelas estão desativadas. As guaritas, com vidros quebrados e tomadas pelo mato, viraram abrigo de vândalos.
No Norte do Estado, as prefeituras de Maringá, Apucarana e Sarandi bancam os custos de pessoal para manter o funcionamento. Operadores se revezam no posto geralmente entre as 6 e as 22 horas, período de maior movimento. Fazemos o maior esforço do mundo para deixar seis vigias exclusivamente nessa função, nas três cancelas que cortam a área urbana, diz Antonio Carlos Marengoni, diretor do Departamento de Obras de Sarandi, cidade-dormitório de Maringá, com 68 mil habitantes e graves problemas sociais.
Em Maringá, a prefeitura investiu R$ 40 mil para instalar cancelas eletrônicas nos principais cruzamentos. Outros R$ 5 mil mensais são gastos na manutenção dos equipamentos. Em Curitiba, onde não há cancelas, está sendo avaliado um projeto de retirada dos trilhos da área urbana.





