Representantes da Universidade de Quebec e do Instituto Nacional de Pesquisa Científica do Canadá estão no Oeste do Estado, conhecendo experiências de piscicultura. A região é o principal pólo estadual de produção de peixe em água doce.
O estágio alcançado pela atividade já motivou visita de representantes da FAO, fundação da Organização das Nações Unidas (ONU) para agricultura e alimentação.
A comitiva canadense é composta pelo professor de Oceanografia e Desenvolvimento Marinho, Emilien Pelletier, o geógrafo Norman Bergeron, o biólogo ligado ao gerenciamento e desenvolvimento de projetos Gilles Bergeron, e o cientista e engenheiro hidráulico Michel Leclerc.
Eles já visitaram Guaíra, a empresa de Itaipu, em Foz do Iguaçu, e os campus de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Hoje, em Cascavel, farão avaliação geral das visitas.
‘‘É possível estabelecer futuras parcerias com os canadenses’’, afirma o reitor da Unioeste, Erneldo Schallemberger. A Unioeste mantém em Toledo o único curso de Engenharia de Pesca do Sul brasileiro.
Também na cidade está o Centro de Pesquisa em Aquicultura Ambiental, do Instituto Ambiental do Paraná, através do qual a piscicultura começou a se desenvolver no Oeste.
O centro foi criado originalmente para estudar a fauna aquática na região, afetada pelo reservatório da usina de Itaipu.
Tecnologia Aos poucos, os piscicultores incorporam novas tecnologias, que resultam em maior produtividade nos açudes, e também avançam processos de industrialização da carne de peixe e aproveitamento da pele, para produção de peças de vestuário, bolsas, cintos e adornos.
Prefeituras da região apóiam a atividade com vários programas, inclusive com adição da carne à merenda escolar, aumentando as calorias da alimentação.
No Oeste do Estado há cerca de cinco mil açudes, a maioria em pequenas propriedades.

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