Londrina

Mário CésarFormigueiroVisitantes no Museu de Anatomia: departamentos congestionadosO calçadão do campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) virou um imenso ‘‘formigueiro’’. Milhares de estudantes de escolas de 1º e 2º graus de várias regiões do Estado cruzaram o calçadão ontem durante todo o dia. Trazidos de ônibus, eles vieram em grupos participar do projeto Conheça a UEL. O projeto, criado há cinco anos, estabelece um dia específico para visitação aos vários setores da Universidade.
Com máquinas fotográficas e walkman, crianças e jovens conheceram os principais centros de estudos. Estiveram no Centro de Educação Física (CEF), conheceram o laboratório de informática do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), visitaram o Museu de Anatomia e foram até o Hospital Universitário.
Mais de 100 escolas, totalizando 7,5 mil alunos, fizeram a inscrição para participar do projeto. Os grupos foram divididos no período da manhã e da tarde. Mesmo assim, não foi possível evitar o ‘‘congestionamento’’ em determinados departamentos.
Responsável pelo Museu de Anatomia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), a funcionária Vilma Babboni calculou que no período da manhã cerca de 2 mil pessoas tinham passado pelo local. ‘‘Os estudantes não gostaram muito porque foi uma passada rápida. Mas tivemos mais pessoas desta vez que no ano passado’’, justificou.
Alunas do Educandário Nossa Senhora de Fátima, de Cruzeiro do Oeste (Noroeste do Estado), mostravam-se empolgadas com a Universidade. ‘‘É muito legal. Só não gostei do cheiro do formol do setor de anatomia’’, comentou Taís Rocha de Jesus, 10 anos.
As escolas de Jacarezinho (Norte Pioneiro) trouxeram cerca de 250 estudantes, em quatro ônibus e microônibus. A estudante Maria Rita Borges, 15 anos, nunca tinha visitado uma Universidade. Gostou do laboratório de informática e do Museu de Anatomia.
Morador de Munhoz de Mello (Noroeste do Estado), o estudante José Márcio Lisboa Paula, 17 anos, gastou um tempo a mais observando um bezerro com duas cabeças, exposto no Museu de Anatomia. ‘‘Achei interessante’’, comentou o rapaz, que espera fazer o curso de engenharia na UEL.
Uma das coordenadoras do projeto Conheça a UEL, Lourdes Helena Marchesini, comentou que a Universidade não dispõe de pessoal para acompanhar os alunos. ‘‘O projeto funciona como se a UEL fosse uma grande exposição.’’
Satisfeita com o movimento registrado no período da manhã, a proprietária da Cantina Universitária, instalada no CCB, Nair Ferreira Calixto, contou que havia preparado 80 refeições extras para atender os estudantes, mas apenas 10 foram servidas. Os visitantes deram preferência aos lanches e salgados. Ao todo, ela estima que, no período da manhã, comercializou cerca de 500 unidades. A mesma quantia de sucos e refrigerantes, ela calcula, também foi vendida.
Nair explica que durante o vestibular o movimento em sua cantina é pequeno, já que as provas são realizadas em outros centros. Além da Universitária, funcionam no campus da UEL outras duas cantinas. ‘‘No ano passado veio menos gente por causa da chuva. Este ano foi bom o movimento’’, analisou a proprietária. ‘‘Movimento assim só uma vez por ano.’’

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