Os prefeitos das 14 cidades que integram a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) se reuniram ontem em Castro. Entre os vários assuntos tratados, na pauta estava a questão do transporte escolar. Isso porque, na semana passada a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) encaminhou às prefeituras uma correspondência informando o valor que cada uma vai receber para custear o transporte dos alunos de 5ª a 8ª séries e 2º grau.
O governo do Estado vai destinar R$ 7,5 milhões para atender 364 municípios do Paraná. Esses recursos foram conseguidos depois que a AMP mobilizou os prefeitos e ameaçou suspender o início do ano letivo em boa parte do Paraná.
No entanto, no momento das negociações com o governo, não ficou claro quanto cada município receberia. E quando essa informação chegou às prefeituras, o desagrado foi geral.
Castro (45 km ao norte de Ponta Grossa), por exemplo, vai receber R$ 56,4 mil, dividido em oito parcelas, para o ano inteiro. Mas só em uma quinzena, o município gasta R$ 60 mil. ‘‘Ainda receberemos os recursos do salário-educação, mas assim mesmo é muito pouco’’, alega o prefeito do município, Reinaldo Cardoso, presidente da AMCG.
Para piorar a situação, dos 25 municípios que não serão contemplados com esses recursos, quatro são da Região dos Campos Gerais: Ponta Grossa, Ortigueira, Piraí do Sul e Telêmaco Borba. O governo alega que eles ainda não concluíram a municipalização das séries iniciais (1ª a 4ª) do ensino fundamental e por isso não terão direito aos recursos.
Até o fechamento desta edição a reunião em Castro ainda não havia terminado. Mas a assessoria de comunicação do prefeito Reinaldo Cardoso informou que ele deve participar amanhã (quarta-feira) de uma reunião na sede da AMP em Curitiba para discutir o assunto e levar a insatisfação dos prefeitos da região.

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