A lei que permite que a Prefeitura de Campo Mourão capture e mate cachorros que andam soltos pelas ruas existe desde 1963, mas só ganhou repercussão este ano, depois que a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente anunciou o funcionamento do programa de apreensão de animais errantes, a ‘‘carrocinha’’. Se dependesse da vontade da prefeitura, o programa deveria ter entrado em vigor desde o início do mês passado, mas houve reação contrária e a velha lei ganhou uma emenda que está em trâmite na Câmara de Vereadores.
A emenda foi feita às pressas, no início de março, tentando evitar que os cachorros pudessem ser sacrificados. Desde então, a proposta está sendo analisada pelas comissões permanentes da Câmara e deve ser votada na semana que vem (segunda ou terça-feira).
Um dos autores da emenda, Gilberto de Souza (PDT), não vai poder votar. É que ele é suplente e estava apenas substituindo Júlio Vieira dos Santos (PDT), que estava em tratamento médico. A outra autora é Maria Dolores Alves, a ‘‘Lole’’ (PSDB).
A proposta que está na Câmara retira o sacrifício da lei, amplia de 3 para 15 dias o prazo para os cães apreendidos serem retirados pelos donos e acaba com a multa pela apreensão. O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Nunes, diz que se a emenda for aprovada, o programa se torna inviável. Enquanto a questão está sendo discutida na Câmara, a prefeitura vem fazendo um cadastramento dos cachorros. Por enquanto, foram ‘‘fichados’’ cerca de três mil cães. A meta é sete mil.

mockup