Os agentes da Saúde vão atuar em ações educativas e para eliminar focos
Os agentes da Saúde vão atuar em ações educativas e para eliminar focos | Foto: Prefeitura de Campo Mourão/Divulgação



Campo Mourão – O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em Campo Mourão (Noroeste) é de 3,74% - a Organização Mundial da Saúde considera tolerável até 1%. O resultado do primeiro levantamento do índice de infestação realizado no ano foi divulgado nesta quinta-feira (5), pelo Controle de Endemias da Secretaria Municipal da Saúde. "Temos uma situação crítica, quase próximo da alta infestação (4%), o que já se torna preocupante, se considerarmos o Desvio Padrão da Pesquisa, que é de 0,3%", relata o presidente do Comitê Gestor de Combate à Dengue, Carlos Bezerra.
O levantamento foi feito com coletas em 33 bairros. Do total, 13 localidades apresentaram alta incidência, sendo que no Jardim Tropical II e no Conjunto Residencial Moradias Avelino Piacentini foi registrado o índice de 11,76%. Os Jardins Pio XII e Indianópolis apontaram 4,65%.
"Dos focos encontrados, 87% estavam em residências, 10% em terrenos baldios e 3% em outros estabelecimentos (lava-jato e faculdade). Identificamos a presença de criadouros em piscinas, tambores, lonas e tanques de lavar roupa (39%), lixo reciclável e sucatas (27%), vasos sanitários, pratos de plantas e bebedouros de animais (15%), caixas d’água (10%), pneus (8%) e em mina de água (1%)", aponta Bezerra.
Os agentes da Saúde vão trabalhar, nos próximos dias, nas localidades de maior índice, seguindo para as de menor índice. Serão quatro equipes para realizar o trabalho de eliminação de criadouros e tratamento de focos e educação e saúde. "Pedimos à população que avalie seus imóveis pelo menos duas vezes por semana, entre 10 a 15 minutos, para verificar se não há local com água parada, propício para a procriação de larvas do mosquito", ressalta Bezerra. "Sabemos que o Aedes pode causar dengue, zika vírus ou a chikungunya, portanto, se a pessoa sentir qualquer sintoma destas doenças, há de se procurar uma unidade de saúde, Posto 24 Horas ou os hospitais. É importante que seja feita sempre a notificação dos casos suspeitos para podermos identificar o início da circulação viral realizar ações de bloqueio."

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