Campo Mourão - Em Campo Mourão, o médico veterinário Carlos Alberto de Andrade Bezerra, supervisor técnico de Endemias, informou que foi registrado um aumento de 4 para 10 casos de leishmaniose, uma variação de 250%. De acordo com Bezerra, seis ocorreram no próprio município, no bairro Jardim Tropical 2, com as pessoas acometidas em suas residências - que estão próximas de áreas de preservação permanente e do Rio do Campo. Outros quatro casos são importados - de pessoas acometidas em pescarias realizadas junto ao Rio Ivaí. "Nesses bairros as residências ficam próximas ao Rio do Campo. Muitas com menos de 400 metros, distância mínima recomendada para evitar esses mosquitos", explicou. Ele destacou que as casas ficam em um loteamento novo e o desmatamento gerou um desequilíbrio.
Bezerra recomendou às pessoas que não criem animais próximos à sua casa, pois eles podem ser atrativos para os mosquitos que transmitem a doença. "As pessoas também devem deixar a área externa limpa e fazer uso de iluminação noturna que seja capaz de manter os insetos fora de casa", acrescentou. Ele orientou as pessoas a fazerem uso de repelentes, botas, roupas compridas, touca árabe, além de instalar telas nas janelas e fazer uso de mosquiteiros.
A reportagem tentou entrar em contato com a chefia da 11 ª Regional de Saúde de Campo Mourão, mas ela não retornou as ligações para falar sobre o número de casos na área de abrangência da unidade.

ESTADO
No ano passado inteiro foram registrados 376 casos de leishmaniose no Paraná, número que este ano foi atingido em outubro. Segundo o médico da Centro Estadual de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Alceu Bizzeto, a tendência é de que novos casos sejam registrados até o fim deste ano, o que faria os números superarem os registros do ano passado. (V.O.)

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