Campo Mourão perde o colégio agrícola
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2002
Sid Sauer 
Campo Mourão O Colégio Agrícola de Campo Mourão, que é mantido pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam/Unespar), vai ser desativado. Este ano o colégio já não terá a turma da primeira série e, em 2003, apenas o terceiro ano vai funcionar. Assim, o estabelecimento fundado em 1976 deixa de funcionar definitivamente em 2004.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) não permite mais esse modelo de educação, disse ontem o diretor da Fecilcam/Unespar, Rubens Sartori. O diretor não gosta de dizer que o colégio vai acabar. Estamos em estudos e ainda não definimos o futuro do colégio. Uma das alternativas é criar cursos de tecnologia no local dentro da área agrícola.
A transformação de cursos de ensino médio em cursos tecnólogos foi a forma adotada pelo Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet) para se adequar à nova LDB. Outra saída seria criar cursos pós-médio, mas esta possibilidade é mais improvável. A tendência é o colégio ser absorvido por agronomia, veterinária ou zootecnia, frisou o diretor.
O Colégio Agrícola fica numa área de 40 alqueires a cerca de 7 quilômetros do centro de Campo Mourão. A sede inclui salas de aula e alojamentos. A Fecilcam, mesmo sendo uma instituição de ensino superior, nunca quis se desfazer do colégio porque quer a área para construir um novo campus e porque sonha com cursos do setor agropecuário. O Colégio Agrícola encerrou o ano passado com 96 alunos matriculados nas três séries. Este ano, 60 estudantes devem cursar as duas séries restantes. Para demitir os professores o colégio não terá problemas pois todos têm contrato temporário.


