A Secretaria de Infra-Estrutura e Meio Ambiente de Campo Mourão divulgou uma lista com os nomes de 189 pessoas enterradas no Cemitério São Judas Tadeu que terão os restos mortais retirados dos túmulos. A remoção será feita porque as sepulturas não foram pagas e o cemitério precisa de espaço para novos enterros no ano que vem.

A relação com os nomes dos mortos foi publicada nesta semana no ''Órgão Oficial do Município'', abrangendo pessoas enterradas entre 1980 e 1997. Uma lei municipal permite as remoções dos túmulos não adquiridos cinco anos após o sepultamento. Segundo a administração do cemitério, cerca de 30% dos túmulos estão abandonados, incluindo os que foram pagos.

A administradora do cemitério, Sônia Silvestrin, disse ontem que a divulgação da lista às vésperas do Dia de Finados foi ''apenas uma coincidência''. Segundo ela, as remoções só começarão em fevereiro do ano que vem, mas a divulgação é feita com antecedência ''para que as famílias tenham tempo de adquirir o terreno e evitar o despejo''.

O Cemitério São Judas Tadeu tem mais de 50 anos e é o único no perímetro urbano de Campo Mourão. Está lotado há cerca de seis anos e, desde então, vem sobrevivendo graças às remoções. ''Precisamos tirar os restos mortais de um corpo para enterrar outro'', argumentou Sônia. Este ano já houve remoção em mais de 200 sepulturas.

Os restos mortais retirados dos túmulos não comprados são levados para o ossário. Segundo Sônia Silvestrin, será preciso construir novas gavetas no ano que vem porque o ossário também está praticamente lotado. O secretário de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas, disse que ''uma das idéias é construir gavetas verticais''. A prefeitura pretende esperar a nova licitação dos serviços funerários, que sai ainda este ano, para repassar a administração do cemitério às funerárias da cidade.

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