A Prefeitura de Campo Mourão inaugura amanhã, às 19h30, a nova rodoviária da cidade. A inauguração, no entanto, não vai coincidir com o início do funcionamento do novo terminal. Isso ainda depende de uma licitação aberta pela prefeitura para terceirizar a administração da rodoviária pelos próximos 20 anos. As propostas só deverão ser abertas no próximo dia 27. Por isso, não há prazo definido para que o novo terminal comece a ser usado.
A prefeitura resolveu fazer a solenidade de inauguração antes do início do funcionamento por causa das eleições deste ano. O prefeito Tauillo Tezelli (PPS) deve disputar a reeleição e, como candidato oficial ficará impedido de participar de inaugurações no segundo semestre. Tezelli, na verdade, não esperava que a rodoviária demorasse tanto para ser inaugurada. O cronograma das obras previa conclusão para fevereiro deste ano.
Porém, não foi o atraso das obras o principal responsável pela demora na inauguração. O problema maior está sendo terceirizar a administração do novo terminal. Na primeira licitação, aberta em abril, não apareceram empresas interessadas e obrigou o município a cancelar uma primeira inauguração, marcada para 12 de maio. Com a terceirização, a prefeitura espera arrecadar dinheiro e ainda se livrar de despesas, como a contratação de pessoal.
Na primeira licitação, o município pediu R$ 1,5 milhão para entregar a administração da rodoviária por 10 anos. Agora, a prefeitura entrega o terminal por 20 anos sem definir o preço. Ela só exige que a entrada mínima seja de R$ 500 mil. ‘‘A rodoviária será mais ágil se for administrada pela iniciativa privada’’, justifica Tezelli. Caso haja um novo fracasso na nova licitação, o prefeito admite que a prefeitura terá que assumir a administração.
A nova rodoviária fica em local estratégico, entre a Perimetral Tancredo Neves e a BR-487 (Estrada Boiadera). Ela tem uma área coberta de 4.378 metros quadrados e custou R$ 1,5 milhão, financiados pelo programa Paraná Urbano. São 15 plataformas – 4 de embarque e 11 de desembarque – que podem ser aumentadas para 30 num futuro projeto de ampliação. A atual rodoviária, inaugurada em 1967, deverá ser transformada em centro cultural.
‘‘A antiga rodoviária já não atende a demanda’’, justifica Tezelli. ‘‘Além disso, ela está localizada no centro da cidade e provoca uma série de transtornos no tráfego.’’ Transtorno maior vivem os passageiros que passam por ela. São apenas seis plataformas de embarque e desembarque. Todas descobertas. Com isso, não há como não se molhar para entrar ou sair dos ônibus em dias de chuva. A área de espera é aberta e conta com poucos bancos.
Para o arquiteto Celso Tanaka, responsável pelo projeto, uma rodoviária significa o ‘‘portal de entrada’’ para uma cidade do porte de Campo Mourão. ‘‘É um cartão de visitas do município’’, frisa. Houve também preocupação com a parte artística. Há uma escultura em concreto armado, com fontes de água simbolizando as quatro gerações que colonizaram o município, com 53 anos de emancipação, mas cuja colonização remonta há cerca de 80 anos.

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