Campo Mourão cobra fim de obra rodoviária
Sid Sauer
De Campo Mourão
As obras do anel viário de Campo Mourão, que estão paralisadas há cerca de seis meses, precisam R$ 3 milhões para serem concluídas. O valor foi divulgado esta semana pelo prefeito Tauillo Tezelli (PPS), durante reunião de prestação de contas com a comunidade. O anel começou a ser feito há seis anos e está com 80% dos serviços concluídos, incluindo dois viadutos e uma ponte sobre o Rio do Campo.
O maior problema para a conclusão do anel viário, no entanto, é saber quem vai bancar o restante das obras. O governo federal, que liberou R$ 11 milhões nos serviços, parou de mandar recursos desde que as rodovias cortadas pelo anel a BR-158 (saída para Maringá) e a BR-369 (saída para Cascavel) foram privatizadas. A Viapar, responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração, alega que só poderá assumir a obra quando obtiver o reajuste na tarifa do pedágio.
No meio do impasse, Tezelli afirma que vem tentando o reinício das obras pelos dois meios. Cobramos a concessionária e também conseguimos uma emenda de R$ 3 milhões no orçamento da União, explica. O próprio prefeito, porém, não demonstra muita esperança de conseguir recursos federais para o término do anel viário. O governo não liberou nada até agora e, particularmente, acho mais fácil sair os R$ 2 milhões para os equipamentos da Santa Casa.
O anel viário de Campo Mourão tem 21,1 quilômetros de extensão. Desse total, 15 quilômetros já estão asfaltados, mas ainda falta sinalização. Os dois viadutos um na BR-158 e outro na BR-487 (saída para Guarapuava) estão prontos, mas ainda não podem ser usados porque faltam as amarras com a pista.
A novela do anel viário de Campo Mourão é antiga. O projeto tem mais de 20 anos e os pilares do viaduto da BR-158 estão prontos desde 1978.





