Campo Mourão - A prefeitura de Campo Mourão repassou ontem à Cohapar as oito escrituras que faltavam para concluir a primeira etapa da erradicação da favela São Francisco de Assis. Trata-se da maior favela da cidade, com mais de mil moradores em 250 barracos. Nesta primeira etapa, 41 famílias se mudarão para casas da Cohapar.
A entrega das últimas escrituras mereceu uma solenidade especial na Casa da Cultura, uma vez que um terreno anterior foi invadido e atrasou o projeto. Os novos lotes ficam no Jardim Maria Barleta (asa oeste). O chefe da Cohapar em Campo Mourão, Sebastião Carlos Mauro, disse que as 21 primeiras casas ficam prontas semana que vem.
‘‘Entregaremos 21 casas na próxima semana, 12 dentro de 15 dias e as oito restantes em dois meses’’, anunciou Mauro. As casas ficam em lotes isolados e não formarão um novo conjunto habitacional. Os futuros moradores gostam da idéia de trocar os barracos pelas casas, mas temem o valor das prestações.
‘‘Vamos melhorar de casa, só que é preciso ter mais serviço’’, disse o servente de pedreiro Valdivino Moraes, 42. Ele mora há 15 anos em um barraco de dois cômodos com a mulher e cinco filhos. ‘‘Hoje eu só pago a luz’’, conta. Valdivino fez o barraco depois de comprar o lote na favela. O barraco será demolido quando ele se mudar.
A dona-de-casa Ana Francisca Araújo de Lima, 59, gostou de saber que vai trocar a favela por um bairro próximo ao posto de saúde 24 horas, no Lar Paraná. ‘‘Para mim vai ficar bem melhor’’, ressaltou. Ele se mudou para a favela há 10 anos, quando o marido morreu. ‘‘Não tinha condições de continuar pagando aluguel.’’
Ubiratã - A Cohapar concluiu esta semana a mudança de 55 famílias que moravam em uma favela no bosque municipal de Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão). Elas foram para casas construídas através do programa Paraná Solidariedade. Duas famílias se recusavam a deixar a favela e obrigaram a prefeitura a entrar com um pedido de despejo. Elas acabaram concordando com a mudança e assinaram contratos com a Cohapar.

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