Campina Grande do Sul, município da Região Metropolitana de Curitiba, está lançando seu programa de coleta seletiva de lixo. Batizado de ‘‘Campina mais limpa’’, o programa acaba de encerrar sua fase experimental, que durou uma semana e atingiu 20% da população, para se tornar permanente.
A partir de hoje, a coleta seletiva passa a integrar oficialmente o programa ‘‘Lixo que não é lixo’’, já desenvolvido em Curitiba desde 1988. Nos primeiros dias o caminhão-baú coletou em média 1,3 toneladas de material reciclável por dia.
Durante 15 dias, a secretaria do Meio Ambiente percorreu os bairros da cidade, distribuindo panfletos educativos de casa em casa. Vários roteiros foram definidos e o caminhão-baú vai passar em cada bairro uma vez por semana.
O município produz cerca de sete toneladas de lixo por dia, das quais 40% são consideradas lixo reciclável. Com a coleta seletiva, o município deixará de depositar no aterro sanitário da Caximba aproximadamente 30 tolenadas de lixo por mês. ‘‘Conto com a adesão total da população’’, enfatizou o prefeito Elerian do Rocio Zanetti.
Outros municípios da Região Metropolitana, como Colombo, Pinhais, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Campo Magro, também estão aumentando gradativamente o alcance do programa. A média diária de lixo reciclável coletado na região é de 17 toneladas.
O ponto fundamental a favor da reciclagem é a economia de recursos naturais. O reaproveitamento de materiais como vidro, papel, plástico e latas representa menor desgaste da natureza. A cada mil quilos de alumínio reutilizado é possível poupar a extração de cinco mil quilos de bauxita, minério usado na fabricação desse metal.

mockup