Camparoto se recusa a falar sobre gravações
O juiz criminal Evandro Luiz Camparoto, do Fórum de Porecatu, informou que tomou conhecimento pela imprensa do pedido de suspeição protocolado ontem pelos advogados de defesa do sindicalista Evanildo Pinto Rodrigues.
Camparoto se recusou a esclarecer as conversas telefônicas em que ele apareceria falando com o diretor da Usina Central do Paraná, Jaime Planas Navarro, e com o advogado de acusação Haroldo Fernandes. ''Não posso me pronunciar enquanto não conhecer o teor da documentação.'' Ele informou que iria levar o pedido de suspeição para analisar em casa.
O juiz também não quis se manifestar sobre a suposta amizade que manteria com o diretor-geral da usina. Camparoto disse que está na cidade há três anos e tem amizade com autoridades, mas não negou nem afirmou que tenha intimidade com diretores da usina.
Sobre a legalidade da gravação telefônica sem autorização judicial, Camparoto explicou que o grampo se constitui crime. Entretanto, o juiz se recusou a comentar sobre as gravações feitas pelo diretor adminstrativo da Usina Central, Glauco Miguel Ferrigno, apresentadas como provas no processo contra os sindicalistas. O diretor, na época, admitiu que preparou o flagrante, em que os acusados são presos com R$ 100 mil em dinheiro e um cheque de R$ 100 mil.
Camparoto pode solicitar que as gravações passem por perícia técnica. A Folha procurou o diretor da usina, Jaime Navarro, mas ele não foi encontrado. (M.B.)





