Campanhas vão motivar população para o projeto
Os recursos para a aquisição das capivaras representam a primeira parte dos R$ 745,8 mil que serão destinados para o projeto do Rio Andrade. Cuidar dos animais, da flora que deverá ser recomposta e do próprio curso dágua é uma tarefa que vai requerer envolvimento direto e permanente das comunidades ribeirinhas, pois são elas que fazem acontecer o projeto, afirma o agrônomo Daniel Dupré.
Nos municípios de Cascavel, Santa Tereza do Oeste, Lindoeste, Santa Lúcia e Boa Vista da Aparecida serão desenvolvidas campanhas de motivação e organização das comunidades para que elas assumam etapas do projeto. Estudos vão definir a reintrodução de plantas e animais nas áreas degradadas.
Também está prevista a criação de um centro botânico com banco de germoplasma e capacitação de pequenos agricultores para programas de desenvolvimento rural. Ao longo do Rio Andrade, que é formado no município de Cascavel e deságua no Rio Iguaçu, a prática do extrativismo e, posteriormente, a agricultura causou grande degradação. Hoje resta pouca vegetação nativa e uma pequena quantidade de animais silvestres.
O projeto de recuperação de bacias hidrográficas será aplicado também nas regiões de Bituruna, São José dos Pinhais, Guaratuba e São Jorge do Patrocínio. O volume de recursos chega a R$ 3,6 milhões, a fundo perdido. Os municípios entram com pessoal e infra-estrutura. (P.P.)





