Campanhas resgatam parto normal
As constantes campanhas do Ministério da Saúde sobre os benefícios do parto normal estão conseguindo resgatar a preferência das mulheres pelo procedimento. A opinião é da enfermeira obstétrica Cilene Maria Martins dos Santos, coordenadora de enfermagem da Maternidade Municipal Lucília Balalai.
Segundo ela, os defensores do chamado parto humanizado - aplicado na maternidade - preconizam que o nascimento aconteça com o mínimo de intervenções possíveis. A mulher tem liberdade de movimentos, pode alimentar-se, tomar banho e receber massagens do acompanhante, que fica no quarto o tempo todo. ''Estão sendo resgatadas algumas práticas da época em que as mulheres tinham filhos em casa.''
Cilene esclarece que a gestação normal pode se prolongar por até 42 semanas. Quando a mulher não entra em trabalho de parto até esse período gestacional, é possível induzir o parto antes de determinar a cesárea.
Outra prática adotada na maternidade é o alojamento conjunto. Os bebês ficam no mesmo quarto que as mães, o que fortalece o vínculo e estimula o aleitamento materno precoce. O estabelecimento dos cuidados com o bebê, aliás, é mais tranquilo para a mãe que teve o filho naturalmente. ''A recuperação é muito rápida. Assim que termina o parto, ela já pode tomar banho e cuidar do bebê.'' (C.A.)





