Campanhas de saúde atendem alunos
VISÃO E AUDIÇÃO
Campanhas de saúde atendem alunos
Fotos: Mauro FrassonJean de Oliveira Rosa já usa óculos há dois anos, mas vai ganhar um modelo novo. Os alunos da Escola Municipal Maria do Carmos Martins foram os primeiros atendidos em Curitiba pelo programa Olho no Olho
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Apesar do ano letivo terminar na segunda quinzena de dezembro na maioria das escolas públicas do Paraná, as campanhas do ministérios da Educação e da Saúde Olho no Olho e Quem ouve bem, aprende melhor! não foram prejudicadas. Os dois programas ainda não estão concluídos, mas apresentam bons resultados parciais. Em Curitiba, por exemplo, o programa de detecção de doenças oculares atingiu quase 19 mil alunos da 1ª série do ensino fundamental em 91 escolas municipais e 100 estaduais.
Foi excelente, porque as crianças estão recebendo tratamento adequado, avaliou Regiane Karam, da gerência de educação especial da Secretaria Municipal da Educação. Mais de 3 mil crianças curitibanas vão receber de graça óculos para corrigir problemas de visão (leia mais abaixo) que prejudicam e atrasam o aprendizado. Também serão realizadas cirurgias pelos médicos oftalmologistas dos hospitais públicos e privados que participam do projeto. O Ministério da Educação destinou R$ 45 mil para a campanha em Curitiba.
O coordenador nacional da campanha Quem ouve bem, aprende melhor!, médico otorrino Pedro Luiz Mangabeira, informou que já existem organismos internacionais interessados nos resultados do projeto brasileiro. Mangabeira garantiu que esta é a primeira vez no mundo que uma campanha neste sentido é realizada. Em todo Brasil, a campanha foi dirigida para estudantes da 1ª série do ensino fundamental de mais de 37 mil escolas públicas municipais e estaduais.
Foram distribuídos kits para a pré-triagem das crianças. Elas assistiram à vídeos que tinham oito estímulos sonoros de diferentes intensidades. Aquelas que apresentaram dificuldades para identificá-los vão ser encaminhadas para tratamento com médicos voluntários e do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo menos uma em cada dez crianças em idade escolar podem apresentar distúrbios na audição. Por isso, é importante detectá-los o mais cedo possível, para evitar que os alunos percam rendimento escolar, alerta a sub-coordenadora do projeto de audição da Secretaria de Estado da Educação, fonoaudióloga Gislaine Wienr.
No Paraná, aproximadamente 120 mil crianças de 1.545 escolas públicas participaram da campanha.





