Campanhas com rosto têm mais resultados
Quando uma campanha de cadastro de doação de medula óssea tem vinculação com algum paciente, o retorno é bem maior. A afirmação é da assistente social do Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina, Eliana Aparecida Palu Rodrigues.
''A cada ano tem aumentado o número de pessoas que se cadastram em virtude mesmo dessas campanhas de esclarecimento. Quanto mais informações elas recebem, mais se convencem a se cadastrar. Mas não é só isso. Elas também precisam de uma motivação maior que é conhecer alguém que precisa do transplante.''
A quantidade de cadastros conseguidos pela campanha ''Unidos pela Nath'' foi tão grande que o Hemocentro solicitou que as meninas reduzissem o ritmo das atividades, pois não havia como dar conta de tantas amostras de sangue. ''A nossa capacidade de realização de exames é em torno de mil por mês. Ultrapassou e muito a nossa capacidade'', explica Eliana Aparecida. Mesmo assim, a amiga de Nathália, Paula Daher Abu-Jamra, ressalva que o grupo não vai parar por aí. ''A gente deu uma estacionada, mas pretendemos conseguir muito mais.''
''O Brasil é o terceiro maior banco de dados do mundo em cadastros de doadores de medula, atrás apenas dos EUA e da Alemanha'', lembra o executivo comercial Fernando Lobato, único amigo homem no dia da reportagem. Segundo dados do Hemocentro, Londrina e região têm 35 mil cadastros de doadores. ''Deveria ser muito mais. Acho que falta conhecimento, divulgação'', avalia Lobato. (M.F.C.)





