‘‘Adotar é Legal’’ será o tema de uma campanha permanente que a 2ª Vara da Infância e da Juventude, em parceria com a Comissão Estadual Judiciária da Adoção e o Programa Recriar - formado por pais adotivos - lança no próximo dia 22, em todo o Paraná. A idéia do trabalho é incentivar a população para a adoção tardia e racial e de crianças portadoras de deficiências especiais.
Jane Pereira Prestes, coordenadora técnica da equipe interdisciplinar da 2ª Vara da Infância e da Juventude, que funciona em Curitiba, explica que nessa primeira fase da campanha serão distribuídos panfletos. Em forma de perguntas e respostas, o material deve informar as pessoas sobre o que é adoção e os trâmites legais para que ela se concretize.
Ao todo, serão distribuídos 10 mil folders em todo o Estado, que estarão disponíveis em todas os juizados e nos postos de saúde. Mais tarde, o grupo pretende utilizar cartazes e até outdoors para sensibilizar a população.
Atualmente, existem 332 crianças cadastradas à espera de uma família, em Curitiba. Elas não estão mais submetidas ao pátrio poder, situação que dá poderes às famílias, mesmo que ela tenha abandonado a criança em alguma instituição. Ao mesmo tempo, há 232 casais brasileiros e outros 316 estrangeiros esperando para adotar uma criança.
Segundo Jane Prestes, adotar uma criança é rápido. ‘‘Se o casal exige um bebê recém-nascido, leva-se cerca de 20 dias para concluir o trabalho. Sem essa exigência, a adoção é quase imediata’’, explica. Mas a psicóloga Lídia Weber garante que o processo não é tão fácil. ‘‘A burocracia do Judiciário impede a destituição do pátrio poder’’, diz.
De acordo com a psicóloga, durante uma pesquisa realizada em 1996, ela constatou que existiam 1.700 crianças vivendo nas 39 principais instituições de apoio instaladas no Estado. Do total, 70% nunca mais tinham recebido visitas dos familiares. Mesmo assim, muitas delas não podiam ser adotadas porque, teoricamente, ainda estavam sob a guarda dos pais.Arquivo FolhaExistem 332 crianças cadastradas à espera de uma família, em Curitiba. E há 548 casais à espera de uma criançaAdriana Ribeiro

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