Campanha vai castrar cães e gatos soltos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de abril de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
As secretarias de Meio Ambiente e de Saúde de Maringá vão realizar uma campanha de castração dos animais soltos pelas ruas e avenidas da cidade. O objetivo é diminuir o número de cães e gatos abandonados pela população, que têm gerado reclamações de moradores. A data para iniciar a castração ainda não está definida, mas a campanha foi a alternativa de consenso entre veterinários, representantes da Sociedade Protetora dos Animais e técnicos da prefeitura que se reuniram na semana passada para discutir o problema.
De acordo com a presidente da Sociedade Protetora dos Animais, Maria Eugênia Costa Ferreira, a campanha de castração rcm
esolve em parte o problema. O importante é conscientizar as pessoas sobre a responsabilidade que elas têm com os seus animais, diz. Segundo ela, o maior problema são cães e gatos semi-domiciliados, ou seja, aqueles que têm donos mas ficam boa parte do dia soltos pelas ruas. Estes animais, quando contraem sarna ou ficam prenhes, são abandonados pelos seus donos. Isso é muito grave e a campanha de castração apenas não vai resolver esta questão, explica.
Para conscientizar os moradores, Maria Eugência defendeu uma campanha de educação, mas a proposta deverá ser discutida no 1º Fórum Municipal do Meio Ambiente, previsto para junho. Outra alternativa apresentada na reunião foi a doação de um terreno para a Sociedade Protetora dos Animais, que funciona atualmente em uma área provisória na zona urbana. A entidade cuida de 70 animais - cerca de 40 cães e 30 gatos. Precisamos mudar por causa das reclamações dos vizinhos e também devido ao espaço físico que é bastante limitado, justifica.


