Londrina

Paulo WolfgangPromoçãoMonteiro, Hiraiwa e Ballalai: sexto ano da campanha em LondrinaQuem comprar um big mac amanhã, em uma das duas lojas Mc Donald’s da Cidade, estará colaborando com o atendimento da ala infantil do Instituto do Câncer. Como nos anos anteriores, agosto é o mês da campanha McDia Feliz, que consiste em destinar toda a renda de um dia de venda de um dos sanduíches mais conhecidos da rede para uma instituição de tratamento de câncer infantil. A expectativa, esse ano, é que sejam vendidos 6 mil lanches big mac nas duas lojas locais, o que resultaria em US$ 18 mil para o ICL (do valor do lanche são descontados os impostos).
Segundo os franqueados, até ontem 1.300 big macs já haviam sido vendidos. Esses sanduíches foram comprados por empresas locais e da região que participam da campanha todo ano. ‘‘Esses empresários acabam contribuindo duas vezes - uma para a campanha e outra porque doam os big macs para creches e outras entidades que trabalham com crianças’’, diz o franqueado do Catuaí Shopping Center, George Hiraiwa.
Este é o sexto ano que a campanha é realizada em Londrina e a primeira com as duas lojas. No Brasil, o McDia Feliz começou há 10 anos. No ano passado, foram comercializados 4.664 lanches no dia da campanha. Atualmente, segundo Hiraiwa, as duas unidades Mc Donald’s juntas vendem, em um sábado normal, 1.800 big macs, em média. ‘‘Muita gente vai até o Mc Donald’s nesse dia só por causa da campanha’’, diz Gélson Monteiro, da loja da avenida Higienópolis. O objetivo do Mc Donald’s, segundo os franqueados, é, mais que contribuir com recursos, conscientizar a comunidade sobre o problema.
O presidente do ICL, Nuno Ballalai, afirma que nos dias seguintes ao McDia Feliz acontece o que denomina de ressaca do marketing desenvolvido. ‘‘Registramos um aumento sensível nas doações em espécies nos dias posteriores à campanha’’, diz Ballalai.
O ICL tem, atualmente, 120 crianças em tratamento, o que representa cerca de 25% do total de pacientes em geral. Ballalai afirma que o câncer infantil é predominantemente de sangue. O tratamento nesses casos, segundo ele, é principalmente ambulatorial. Ele afirma que entre 80% e 90% das crianças atendidas no ICL passam o dia fazendo quimioterapia e retornam para a casa. Os casos de permanência na enfermaria por mais de um dia são raros, de acordo com ele.
Por isso, a renda do McDia Feliz desse ano será usada na compra de medicamentos. Recursos extras, de acordo com Ballalai, são importantes para cobrir o que o SUS não paga. Nessa lista de não cobertura, Ballalai cita os medicamentos novos ainda não protocolados pelo Sistema e os remédios usados para amenizar os efeitos colaterais da quiometerapia. O vômito é o sintoma mais comum do tratamento e criança, ressalta Ballalai, desidrata muito fácil. Os medicamentos para o controle dos sintomas colaterais são, segundo ele, muito caros.
Além disso, Ballalai afirma que o tratamento mais caro que o SUS cobre é R$ 790,00 mensais por paciente. Ele explica que são usados cinco tratamentos (coquetéis) quimioterápicos diferentes. Um deles, usado em alguns tipos específicos de câncer, custa aproximadamente R$ 900,00 semanais. Parte da renda do ano passado da campanha McDia Feliz foi usada na compra de sofás-camas para acomodar melhor as mães que acompanham as crianças. A estadia e alimentação delas também não fazem parte da cobertura do SUS.

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