O arrastão promovido pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) e secretaria Municipal de Meio Ambiente, ontem, Dia Nacional de Combate à Dengue, atingiu todos os 136 bairros de Maringá, exceto o centro. Apesar da divulgação antecipada da campanha, pelo menos metade dos moradores da cidade não descartou os materiais que acumulam água em casa e nos quintais, como pneus velhos, garrafas, latas e plásticos.
Os 14 caminhões e 56 funcionários que fizeram parte da operação saíram do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro em direção aos bairros. Nas casas que tinham garrafas e vasilhames com água parada, os funcionários retiraram o lixo.
Segundo o coordenador da FNS, João Medina, o inseticida a base de organo-fosforato só foi usado no bairro Champagnat, que tem muitos terrenos baldios. ‘‘O inseticida é tóxico e estamos evitando usá-lo. Só usamos nos casos mais graves’’. O veneno foi jogado de uma camionete da Funasa através de uma bomba Leco.
A funcionária da Cocamar Luzelena Domingos Viana, 27 anos, fa parte dos moradores que não descartaram lixo com água parada. ‘‘Apesar de ter rádio e TV, não prestei atenção na propaganda. Não sabia do arrastão. Se soubesse, teria colaborado’’, justificou.
No ano passado, segundo Medina, foram registrados 829 casos de dengue em Maringá. ‘‘Foi uma epidemia. Ainda bem que não tivemos óbitos.’’ Este ano, o número de casos confirmados ficou em 57, até agora. ‘‘A melhor maneira de acabar com o mosquito é prevenir. Jogar o inseticida é mais perigoso. Além do que o mosquito pode criar resistência’’, observa ele.
Para quem tem piscina de plástico em casa, o conselho é trocar a água toda semana. ‘‘Depois tem que lavá-las com sabão para retirar os ovos’’.

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