Campanha sobre uso correto do jaleco
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Com o objetivo de diminuir o risco de infecções nos pacientes, o Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, realiza uma campanha pelo uso adequado do avental. Estudantes e profissionais de saúde são orientados a não utilizarem o jaleco fora das dependências do hospital. O uso da roupa pode espalhar microorganismos, o que gera contaminação em alimentos e pessoas. O jaleco funciona como uma barreira entre os germes pessoais e os microorganismos do ambiente hospitalar.
A enfermeira do Controle de Infecção Hospitalar do HC, Karen Lohmann, explica que há anos os profissionais recebem esta instrução nos treinamentos, mas é necessário sempre lembrar da importância de eliminar o hábito de usar o avental na rua, nos ônibus ou nos refeitórios.
''Esta é uma ação inadequada. O avental é um equipamento de proteção individual, para ser usado dentro do hospital na hora do atendimento'', explica. Ela também salienta que, caso o profissional trabalhe em mais de um lugar, tenha jalecos diferentes para cada ambiente. Assim evita o transporte de microorganismos de um hospital para outro.
A instrução é que o avental seja totalmente fechado, na altura do joelho, sem aberturas laterais. Também deve ter o mínimo de costuras, bolsos ou enfeites. Independente se for de algodão ou poliéster, algumas bactérias podem sobreviver até três meses no tecido.
Não existem dados do índice de contaminações geradas pelo uso inadequado do avental, mas a hipótese de que a prática possa acarretar em infecções não é descartada. A campanha é realizada pela Assessoria de Marketing Institucional do HC, com o apoio do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar.
Londrina
No Hospital Universitário (HU) de Londrina, uma campanha com a mesma medida também será implantada. ''Há muito tempo que as pessoas passaram a usar a jaleco como uma forma de identificá-los como profissionais de saúde, já que antes eram identificados por usarem roupas brancas. Contudo, hoje, é difícil diferenciar quem, de fato, tem contato com o paciente ou não. Como não conseguimos fazer essa diferenciação, nossa campanha visa todos os profissionais, para que não circulem em áreas externas com o jaleco pessoal'', diz a coordenadora da Comissão de Controle de Infecções Hospitares, Cláudia Carrilho.
''Acho muito improvável que esse jaleco possa transmitir infecção lá fora. Aqueles que não são bem lavados podem até carregar microorganismos, mas o grande impacto é a lavagam das mãos. E, por isso, existem regras básicas de assepsia. Entretanto, em tempos pandemia e bactérias multirrestisentes, percebemos que as pessoas também circulam em outros locais com esses unioformes e, por isso, resolvemos aderir com esse tipo de prevenção.'' Ela ressalta que no contato com pacientes com bactérias resistentes ou doenças infectocontagiosas é obrigatório o uso de roupa privativa - a que não sai do hospital.


